O vice-presidente Hamilton Mourão, defendeu preservação de ao menos 80% da Amazônia e que o Brasil seja remunerado em créditos de carbono pelos serviços florestais| Foto: ROMERIO CUNHA/VPR
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O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu neste sábado (2) que o Brasil garanta a preservação de pelo menos 80% da Amazônia. Em palestra na Expo 2020, em Dubai, ele destacou os esforços do governo em conter o desmatamento e defendeu que o país seja remunerado pelos serviços ambientais em créditos de carbono.

Mourão disse que 85% da floresta amazônica ainda mantém sua vegetação natural e que isso limitaria o desmatamento a 5%, no máximo. "Para mostrar à comunidade internacional que não estamos desistindo da nossa responsabilidade, de que vamos trabalhar duro para manter a floresta, se formos levar em consideração um mero cálculo matemático, nós ainda temos 5% para desmatar, nada além disso. Dos outros 80%, as árvores não podem ser cortadas”, disse.

O vice-presidente da República defendeu que o país seja remunerado em créditos de carbono para usar os recursos em serviços de combate ao desmatamento ilegal. Um crédito de carbono é uma espécie de "moeda" que um país ganha ao reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Um estudo feito pelo International Chamber of Commerce (ICC Brasil) sugere que o Brasil tem potencial de suprir 22% da demanda global de créditos de carbono.

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Uma nação pode vender esses créditos para empresas ou países que não conseguem reduzir suas emissões e que, por isso, não atingem suas metas – ou seja, um país ou empresa "compensa" suas emissões pagando para quem preserva em outra nação, cumprindo seus compromissos ambientais. A ideia é que, mesmo poluindo, eles estarão compensando ao preservar em outra localidade.

Com informações da Agência Brasil