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Tarifaço

Caiado vê ganho a Lula em crítica de Marco Rubio sobre tarifaço

Pré-candidato à Presidência classificou como "infeliz" atribuição de culpa ao "ego" do petista.
Pré-candidato à Presidência classificou como "infeliz" atribuição de culpa ao "ego" do petista. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) acredita que o presidente Lula (PT) pode acabar sendo beneficiado com a fala do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que atribuiu a ele a responsabilidade pela sobretaxa de 25% contra produtos brasileiros. A avaliação ocorreu durante uma agenda em Santo Ângelo (RS) nesta sexta-feira (17).

Após a confirmação do novo tarifaço, Rubio veio a público para comentar a decisão motivada pelo relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). "Que não haja confusão sobre o porquê: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os Estados Unidos de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fechar um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", escreveu.

Para o pré-candidato à Presidência, a fala foi "infeliz", uma vez que, ao atribuir a medida ao relacionamento com o petista, o governo americano "está deixando de olhar para 215 milhões de brasileiros". Sua conclusão é de que Rubio pode estar, na prática, atuando como "cabo eleitoral" de Lula.

Caiado se posiciona como de centro-direita e mantém críticas aos dois principais nomes no pleito. Para ele, tanto Flávio quanto Lula estariam interessados na tarifa por conta das eleições. Sobre o atual presidente, o ex-governador opinou que há uma intenção de "posar de patriota" que esconderia, na verdade, que "ele já entregou o Brasil para a corrupção e para o crime organizado".

O USTR apontou práticas desleais por parte do Brasil, como a existência do Pix, além de questões políticas, como decisões judiciais censoras e corrupção. Mesmo assim, ficaram de fora do tarifaço 2.126 produtos, entre eles o café, carne bovina, medicamentos, vacinas, aeronaves, notebooks, entre outros.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Presidência. O espaço segue aberto para manifestação.

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