Chiquinho Brazão (RJ) perdeu o mandato de deputado federal em abril deste ano| Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Preso desde março de 2024, Chiquinho Brazão apresentou um recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reaver o seu mandato de deputado federal. Ele réu na Corte por suspeita de ter sido o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e foi cassado em abril deste ano por conta do excesso de faltas nas sessões da Câmara.

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Os advogados de Chiquinho Brazão apresentaram ao próprio Supremo um mandado de segurança para suspender e anular o ato da Mesa Diretora da Câmara que declarou a perda do mandato parlamentar dele. O pedido foi despachado para relatoria do ministro Flávio Dino na última sexta-feira (22).

As principais alegações são que as faltas causadas por uma prisão preventiva não são equivalentes a faltas injustificadas e deliberadas. A legislação prevê a cassação de parlamentares que faltarem a um terço das sessões da Câmara, salvo em caso de “licença ou missão por esta autorizada”.

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A defesa alega ainda que o ato da Câmara cassou indiretamente o mandato de Chiquinho Brazão sem que ele tenha sido condenado. “O parlamentar não foi condenado definitivamente, encontrando-se apenas preso preventivamente. Transformar essa situação provisória em fundamento para a perda definitiva do mandato equivale a atribuir-lhe, desde logo, os efeitos de uma condenação transitada em julgado”, disse a defesa.

Chiquinho foi preso preventivamente em março de 2024, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal do caso Marielle no STF. A Câmara ratificou a decisão no mês seguinte.

Em abril deste ano, dias antes da cassação por faltas na Câmara, o Supremo autorizou a ida de Chiquinho para prisão domiciliar. À época, a defesa do então deputado alegou que ele tinha um quadro de “múltiplas comorbidades graves”.

Chiquinho Brazão e o irmão, o ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) Domingos Brazão, se tornaram réus no STF em junho do ano passado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou os irmãos Brazão como mandantes do homicídio de Marielle e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. Ambos negam as acusações.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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