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Dados públicos

CNJ terá portal para divulgar gastos de servidores do Judiciário

Medida assinada por Fachin faz parte de negociação após Dino derrubar "penduricalhos".
Medida assinada por Fachin faz parte de negociação após Dino derrubar "penduricalhos". (Foto: Ana Araújo/CNJ)

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, assinou nesta segunda-feira (27) uma resolução para criar o Portal Nacional de Passivos Funcionais do Poder Judiciário. A iniciativa foi aprovada pelo plenário no dia 17 de abril.

A medida faz parte da tentativa de encontrar uma solução para os chamados "penduricalhos", adicionais pagos a servidores públicos que ficam de fora do teto salarial do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. A ofensiva foi deflagrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em meio a uma crise de credibilidade na Corte e após a aprovação de uma licença compensatória a servidores do Congresso Nacional.

Os tribunais de todo o país terão 60 dias para se adequarem à nova realidade e, com isso, permitir que o sistema seja disponibilizado em sua integralidade. Os dados devem estar disponíveis para download e em formato de texto, permitindo a análise por aplicativos externos.

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A resolução ainda especifica os campos que devem estar disponíveis na nova plataforma:

  • Decisão judicial ou administrativa que autorizou o benefício;
  • Valor acumulado das parcelas por servidor;
  • Mês a que se refere o benefício;
  • Valor principal;
  • Valor atualizado (juros e correção monetária);
  • Data do pagamento;
  • Saldo remanescente, caso o pagamento não ocorra de imediato.

No início de abril, o CNJ e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovaram uma resolução para retornar com os penduricalhos, mediante regras uniformizadas. A medida cede ao lobby de associações ligadas a juízes e procuradores que buscaram os ministros para pedir o retorno dos benefícios, mas vale apenas enquanto não vier uma lei regulamentando o tema.

Após Dino, os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes também passaram a agir em seus próprios processos no sentido de ampliar o escopo e criar restrições aos pagamentos. Com isso, o plenário criou um "teto do teto" de 35%. Mesmo esse, porém, já surgiu com exceções relacionadas a tempo de carreira, podendo chegar a 70%.

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