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Para entender

Como a Polícia Federal investiga o Caso Master sem a delação de Daniel Vorcaro?

Com delação rejeitada, especialistas apontam novos caminhos possíveis para Vorcaro (Foto: Reprodução / Youtube / Esfera Brasil)

Neste 26 de maio de 2026, a Polícia Federal avança no Caso Master com cinco linhas de investigação sobre Daniel Vorcaro. Mesmo sem o acordo de delação premiada, as apurações focam em fraudes bilionárias, corrupção institucional, espionagem e tráfico de influência em Brasília.

Quais são as principais fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master?

A PF investiga a manipulação de balanços para criar uma falsa imagem de solidez. O banco é suspeito de emitir títulos de alto risco sem lastro, ou seja, sem garantia real de valor. O esquema envolveria empresas de fachada que compravam créditos podres para esconder calotes dos órgãos reguladores. Recentemente, a investigação alcançou o ex-governador Cláudio Castro, devido a investimentos suspeitos de R$ 3 bilhões feitos pelo fundo de previdência do Rio no banco.

Como funcionava a suposta corrupção envolvendo o BRB e o Banco Central?

Investigadores apuram se houve um esforço coordenado para que o Banco Regional de Brasília (BRB) comprasse o Master mesmo após alertas de riscos de liquidez. O objetivo seria evitar a quebra da instituição. O esquema teria contado com a colaboração de agentes públicos e diretores de alto escalão do Banco Central, que foram afastados. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, chegou a ser preso nessa frente de investigação.

O que são os núcleos de espionagem conhecidos como 'A Turma' e 'Os Meninos'?

O entorno de Daniel Vorcaro teria criado uma rede para monitorar e intimidar adversários e autoridades. 'A Turma' cuidava de ações físicas, como pressões e vigilância presencial. Já 'Os Meninos' eram especialistas digitais encarregados de invadir sistemas, obter dados sigilosos e tentar neutralizar críticas na internet. Essa estrutura agressiva motivou prisões preventivas determinadas pelo STF e a transferência de investigados para presídios federais.

Houve influência política ilegal sobre o Congresso e magistrados?

Sim, a quarta linha de investigação foca no tráfico de influência para proteger os negócios do grupo em Brasília. Dados de celulares apreendidos indicam proximidade com políticos e magistrados. O senador Ciro Nogueira foi alvo de buscas por suspeita de recebimento de pagamentos ilícitos. Embora nomes de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal tenham surgido em contratos de serviços advocatícios, nenhum ministro é alvo direto de investigação no momento.

Quem são os envolvidos nos vazamentos de dados sigilosos do inquérito?

A quinta frente investiga como informações de celulares apreendidos pararam nas mãos de terceiros. A suspeita é de que houve vazamento dentro da própria Polícia Federal. Um perito criminal federal foi afastado sob a acusação de repassar dados reservados sobre contratos que envolviam o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. A Corregedoria da PF e a PGR tentam identificar se essa atuação foi coordenada para antecipar passos da investigação.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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