Tanto a base de apoio do governo Lula quanto a oposição veem um cenário bastante favorável à aprovação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas ainda há possibilidade de alterar esse quadro e ela passa pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Quem garante é o senador Plínio Valério, em entrevista ao programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo. “Há um sinal: percebemos o Davi Alcolumbre trabalhando contra [a indicação de Messias]. Se o Davi estiver realmente trabalhando contra, somando aos nossos votos, a indicação periga não ser aprovada”, afirma. Para assistir à integra da entrevista, é só clicar no vídeo acima.
Para Valério, o presidente do Senado “tem um poder de convencimento sobre alguns senadores”, o que tornaria possível angariar mais votos contrários à indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A resistência de Alcolumbre ao nome de Messias vem desde 2025, quando ele defendia que o indicado fosse o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O senador tucano lembra que até antes do Carnaval a situação de Messias era “insustentável”. “Deixaram para depois do feriado e, na volta, notamos que ele ganhou fôlego”, diz Valério, que contabiliza até 32 votos contrários da oposição. Para que a indicação seja aprovada é necessário o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores.
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“Só o Senado pode dar um freio no STF”
Durante a entrevista, Plínio Valério – que em 2019 protocolou um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes – criticou a atuação dos ministros do STF. “São dez cabeças onde cada um faz o que quer e o outro não se incomoda. Não há mais nem sorteio para ver com qual ministro o processo vai cair; parece que um levanta o dedo e diz: ‘esse é meu’, e o outro aceita.”
A solução, na avaliação dele, está no Senado. “Só o Senado, e unicamente o Senado, é a instituição que pode dar um freio nessa situação”, defende. “A esperança e a decisão estão nas mãos da população. A população precisa eleger um Senado que não tenha medo de ministro. Ministro pode muito, mas não pode tudo.”




