O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que a família Bolsonaro supostamente estaria envolvida com a divulgação de informações sobre o Pix, as quais a gestão petista rotula como "desinformação". O episódio teve forte repercursão e causou uma crise no governo federal. Nesse contexto, Haddad chegou a afirmar que “os Bolsonaro têm uma bronca de Receita Federal” e citou situações envolvendo as joias sauditas e o suposto caso de “rachadinha”.
O chefe da Fazenda mencionou ainda compras de imóveis feitas por integrantes da família do ex-presidente e que, segundo ele, seriam incompatíveis com os vencimentos parlamentares deles. As afirmações foram feitas em entrevista à CNN Brasil.
Haddad também fez referência ao vídeo gravado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e disse que se tratava de uma ação patrocinada pelo PL, partido do ex-presidente e do parlamentar. No conteúdo, Nikolas explicou que não havia uma cobrança no Pix em si, mas que a medida abriria a possibilidade de o governo federal tributar no futuro pessoas que hoje trabalham na informalidade.
Mas a crise no governo federal em relação ao Pix se deu em razão da instrução normativa da Receita Federal que ampliava a fiscalização sobre uma série de transações, incluindo aquelas feitas por meio do Pix. Esse monitoramento da Receita trouxe preocupação para grande parte da população sobre o sigilo bancário e um possível aumento da carga de impostos, principalmente para os trabalhadores informais.
Diante da repercussão negativa, a gestão petista voltou atrás, revogou a norma e editou uma medida provisória para assegurar que não pode haver cobrança de valores diferenciados nos pagamentos por Pix.
Com relação à rachadinha, Haddad já tinha feito as mesmas insinuações e citou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao anunciar que a Receita tinha revogado a normativa sobre o pix.
"As rachadinhas do senador Flávio foram combatidas porque a autoridade identificou uma movimentação absurda nas contas dele. Agora o Flávio Bolsonaro está reclamando da Receita? Ele não pode reclamar da Receita, ele foi pego pela Receita", afirmou o ministro.
Diante disso, o senador Flávio Bolsonaro abriu um precesso contra o ministro Fernando Haddad. Ele pede uma indenização de 40 salários mínimos por supostos danos morais, valor equivalente a R$ 60.720, além do pagamento das custas do processo. A defesa argumentou que Haddad feriu a honra do senador com acusações “falsas e infundadas”.
Nas redes sociais, o senador comentou a ação contra o ministro da Fazenda. “Processo contra Taxad já iniciado! O pior prefeito da história de São Paulo vai ter que provar as mentiras criminosas que falou contra mim!”, disse Flávio Bolsonaro.
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