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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou, nesta segunda-feira (7), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) não compareceu aos atos do 7 de Setembro porque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não analisou um pedido para que outras pessoas pudessem cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A presença de Michelle era aguardada pelo PL nas manifestações de Brasília e de São Paulo. A defesa do ex-presidente solicitou a inclusão da meia-irmã de Michelle, Geovanna Lima, permanentemente na escala de cuidados, mas o pedido não foi apreciado pelo relator.
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"Se ela fosse, ficaria no mínimo dez horas fora de casa. Ela é responsável por ele. Ele (Moraes) quer prender os dois", disse Damares em entrevista ao jornal Valor Econômico. Estas alegações foram confirmadas pela Gazeta do Povo junto a aliados. O STF foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.
A preocupação da equipe de defesa é de que uma ausência prolongada de Michelle, superior a três horas, seria interpretada como falta de tratamento adequado ao ex-presidente. Essa eventual violação de condições da custódia poderia acarretar a revogação da prisão domiciliar e a transferência de Bolsonaro de volta ao regime fechado em estabelecimento penitenciário.
Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar por motivos de saúde, após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Michelle permanece em Brasília
Uma das aliadas mais próximas da ex-primeira-dama, Damares esteve com Michelle na igreja durante a manhã de segunda-feira. A previsão é que a ex-presidente do PL Mulher permaneça em Brasília nos próximos dias, dividindo a rotina entre a assistência ao marido e reuniões internas do partido.
A ausência da ex-primeira-dama ocorreu em um dia marcado por atos da direita em diversas capitais do país contra a crise institucional e em favor do impeachment de ministros da Suprema Corte, com foco em Alexandre de Moraes.
Michelle compartilhou em seu instagram uma mensagem do religioso Robson Rodovalho, em que ele recomenda sete motivos para orar pelo Brasil. Entre os temas se destaca a oração pela união política:
"Ore contra divisões, ódio e conflitos. Peça que Deus conceda sabedoria para que diferenças políticas e sociais não destruam relacionamentos, famílias e comunidades."






