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Revisão de pena

Defensoria aponta contradição e pede redução de pena de Eduardo Bolsonaro no STF

Defensoria aponta contradição e pede redução de pena de Eduardo Bolsonaro no STF.
Defensoria aponta contradição e pede redução de pena de Eduardo Bolsonaro no STF. (Foto: EFE/Joédson Alves)

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A Defensoria Pública da União (DPU) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a revisão da pena imposta ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A defesa sustenta que há uma contradição no julgamento, pois as declarações do parlamentar foram utilizadas pelos ministros como prova para condená-lo por coação no curso do processo, mas não foram consideradas como circunstância atenuante na fixação da pena.

No recurso, a DPU argumenta que, se a confissão foi suficiente para embasar a condenação, ela também deveria produzir o efeito previsto no artigo 65 do Código Penal, que determina a redução da pena quando o réu confessa espontaneamente o delito. A defensoria cita a Súmula 545 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual a confissão utilizada para formar o convencimento do julgador deve ser reconhecida como atenuante.

Segundo a defesa, o próprio STF já adotou esse entendimento em decisões anteriores, reconhecendo que a utilização da confissão para fundamentar uma condenação exige que ela também seja considerada na dosimetria da pena. Por isso, o órgão pede que a Primeira Turma corrija a suposta omissão por meio de embargos de declaração e reduza a punição aplicada ao ex-parlamentar.

Condenação foi unânime

Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho deste ano, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Também foi condenado ao pagamento de 50 dias-multa, fixados em dois salários mínimos cada, perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal e ficou inelegível por oito anos.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para incentivar a adoção de sanções contra ministros do STF e medidas econômicas contra o Brasil, com o objetivo de pressionar a Corte e interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. A acusação foi acolhida pelos ministros da Primeira Turma, que concluíram pela condenação do parlamentar.

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