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Filho do presidente

Defesa de Lulinha diz que inquérito não pode ser “eterno” e volta a defender arquivamento

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, aliado de Lula. (Foto: Arquivo pessoal / Marco Aurélio de Carvalho)

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O advogado Marco Aurélio de Carvalho, um dos responsáveis pela defesa de Fabio Luís da Silva, o Lulinha, disse nesta segunda-feira (6) que estuda medidas para evitar uma protelação do inquérito na Operação Sem Desconto contra o filho do presidente. Ele defendeu mais uma vez o arquivamento das investigações, dizendo que a quebra de sigilo foi “reveladora” da ausência de “elementos de culpa”.

“Uma pessoa não pode ficar nesta situação de um inquérito eterno, não há nada contra ele (Lulinha) que tenha servido para embasar sequer um depoimento na Polícia Federal”, disse Carvalho, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo. Desde a quebra de sigilo o advogado, que é amigo da família, defende o arquivamento das investigações por não haver, segundo ele, uma justa causa para seu prosseguimento.

A PF apura as suspeitas investigadas de ligações entre Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Lulinha, que teve as despesas de uma viagem a Portugal pagas pelo lobista. Na semana passada a corporação teria avisado ao ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que as investigações, já atrasadas, devem ser prorrogadas significativamente por falta de efetivo.

"Sem parcialidade"

A corporação contaria com cerca de dez servidores dedicados ao caso, ao passo que a estimativa seria da necessidade de pelo menos quarenta policiais para sustentar o ritmo de trabalho exigido pelo ministro do STF. 

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, refutou a possibilidade de haver influência política no caso e disse que a quebra do sigilo mostrou que a corporação atua em respeito com o princípio de isonomia e imparcialidade e que o tratamento do caso seria um sinal disso.

“(Lulinha) é uma pessoa que teve os sigilos quebrados, o que corrobora e ratifica o que eu estou dizendo sobre a isenção e imparcialidade da instituição, que não protege e que não persegue ninguém”, declarou Andrei Rodrigues a jornalistas na última sexta-feira.

Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a defesa não descarta um encontro pessoal com Andrei para tratar do caso. Carvalho declarou que pode se encontrar com o diretor na companhia de Guilherme Suguimori para sustentar seus argumentos favoráveis ao arquivamento do inquérito.

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