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Prisão questionada

Defesa diz que pedido de Moraes à PGR é manobra para manter Filipe Martins preso

Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, no julgamento da ação penal nº 2.693 (núcleo 2).
Jeffrey Chiquini, advogado de Filipe Martins, no julgamento da ação penal nº 2.693 (núcleo 2). (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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A defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado (10) que o recente pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifeste sobre a prisão preventiva de Martins é mais uma manobra com o objetivo de prolongar a manutenção da prisão.

Segundo a publicação do advogado Jeffrey Chiquini na plataforma X, Moraes apenas deu ciência à PGR, sem estabelecer qualquer prazo ou exigir parecer obrigatório, apesar de esse posicionamento, na visão do defensor, ser pré-requisito indispensável antes da decretação de medida cautelar grave, o que comprometeria a legalidade da decisão que levou Martins de volta à prisão no início de janeiro.

Chiquini disse que o ex-assessor de Bolsonaro não descumpriu as medidas cautelares que lhe foram impostas — como a proibição de uso de redes sociais — e que as evidências apresentadas até agora não justificariam a prisão cautelar. O advogado argumenta que o último acesso ao perfil de Martins na plataforma LinkedIn ocorreu em 2024 e foi feito por seus advogados.

A defesa pede que Moraes intime formalmente a PGR a se manifestar com prazo definido, para que o processo siga observando entendimentos do próprio STF sobre a importância do parecer do Ministério Público antes de decretar qualquer prisão preventiva. Além disso, pede que, na ausência desse ato, a prisão seja reavaliada ou revogada.

O ministro ordenou a prisão de Filipe Martins no dia 2 de janeiro por um suposto acesso do ex-assessor de Jair Bolsonaro à rede social LinkedIn.

“Moraes não consultou o PGR antes. Agora, para soltar, mandou nosso pedido de liberdade para o PGR se manifestar primeiro, o que, obviamente, é para dar aquela manjada enrolada e manter Filipe preso ilegalmente por mais tempo”, escreveu Chiquini.

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