Maurício Moscardi Grillo atuou nas primeiras fases da Operação Lava Jato em Curitiba e sai da PF para atuar na iniciativa privada.| Foto: divulgação/PF
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O delegado Maurício Moscardi Grillo, ex-integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, pediu exoneração da Polícia Federal nesta semana para atuar na iniciativa privada. Grillo desempenhou papel crucial na fase inicial das investigações do escândalo de corrupção que envolveu a Petrobras e abalou o cenário político brasileiro.

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De acordo com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) nesta semana, a exoneração foi “a pedido” (veja na íntegra). Ele estava lotado na Delegacia de Polícia de Imigração da PF em Curitiba, de acordo com o despacho.

O delegado esteve na PF por mais de 20 anos e foi contratado por um escritório de advocacia na capital paranaense para atuar nas áreas de compliance e criminal. Ele liderou a Operação Carne Fraca, desdobramento da Lava Jato que expôs práticas ilícitas no setor de carnes, envolvendo empresas como JBS e BRF.

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Grillo destacou que sua trajetória na PF foi marcada por momentos “glorificantes” e “difíceis”. Sua decisão de deixar a instituição foi difícil, diz, mas acredita que sua experiência pode contribuir para promover “adequações necessárias” no setor privado.

“Saio com a certeza de ter feito o máximo para elevar o nome da nossa PF. A iniciativa privada precisa e vem investindo em profissionais capacitados que possam garantir a conformidade com as leis em benefício de fortes grupos empresariais”, afirmou Grillo em entrevista ao Estadão. Ele assegura que continuará buscando o cumprimento da lei em sua nova fase profissional.

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Com passagens pelo Grupo Especial de Investigações Sensíveis e Especiais, Setor de Inteligência e combate a facções criminosas, tráfico de drogas e crimes financeiros, Grillo ocupou seu último posto na Divisão de Apoio Jurídico e Acompanhamento Judicial em Curitiba.

Durante a Lava Jato, enfrentou sanções administrativas relacionadas a grampos na cela de Alberto Youssef, mas a punição foi anulada pelo Ministério da Justiça.

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