A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o PL indicou “gente radical demais” para comissões.| Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.
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Deputados do PT criticaram os indicados do Partido Liberal para comandar algumas das principais comissões da Câmara. Entre as principais mudanças, a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – considerada a mais importante da Casa – ficou com Caroline de Toni (PL-SC), já Nikolas Ferreira (PL-MG) vai comandar a Comissão de Educação (CEC).

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A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o PL indicou “gente radical demais” para presidir os colegiados. Ela ressaltou que as escolhas na Câmara “nada tem a ver com o governo”. A distribuição das presidências das comissões permanentes na Câmara é feita com base no tamanho das bancadas. Caroline de Toni vai substituir o petista Rui Falcão (SP).

“Sobre a escolha dos presidentes das comissões na Câmara, é preciso dizer que nada tem a ver com o governo. Lidamos com quem a população elege, levando em conta o tamanho das bancadas. Assim como o PT presidiu a CCJ no ano passado, sendo a 2ª maior bancada, a alternância mediante acordos tem que acontecer. Mas também é preciso dizer que o desfecho de ontem foi muito ruim”, afirmou Gleisi em publicação no X.

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“PL indicou gente radical demais, desrespeitosa pra CCJ e mal-educada, como o deputado para presidir a comissão da Educação. Isso depõe contra a própria Câmara, infelizmente. É lamentável”, acrescentou. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que é “indiscutível que as escolhas para a presidência da CCJ foram muito ruins”.

“O maior exemplo disso é o deputado Nikolas Ferreira na presidência da Comissão de Educação. É amplamente sabido da sua preferência ao método homeschooling! Isso é um crime contra a infância que retira da criança o espaço da socialização e da diversidade da escola, e a qualificação pedagógica de profissionais da área. Vamos lutar para que esse absurdo não acometa nossas crianças!”, disse Farias.

O vice-líder do governo no Congresso, deputado Bohn Gass (PT-RS), afirmou que o PL escolheu para a CCJ uma “deputada que teve sigilo quebrado por suspeita de ato antidemocrático e, para a Comissão de Educação, um condenado por transfobia”. Também nas redes sociais, Erika Kokay (PT-DF) disse que “os inimigos dos interesses do povo brasileiro sequestraram algumas Comissões de extrema importância para decidir pautas fundamentais para a sociedade”.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), minimizou o revés sofrido pela gestão Lula nas indicações para as comissões. “O governo não se envolve em disputas para a composição e eleição das comissões, essa é uma prerrogativa das bancadas e de seus líderes. Cada líder encaminha suas prioridades, atendendo o critério da proporcionalidade, de acordo com o tamanho de cada bancada”, disse Guimarães.

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