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Chico Rodrigues

Dino arquiva parte de investigação contra senador flagrado com dinheiro na cueca

Dino arquiva parte de investigação contra senador flagrado com dinheiro na cueca
Dino arquivou parte do inquérito contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) e encaminhou as investigações remanescentes à Justiça Federal. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta terça-feira (3) parte do inquérito contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado com dinheiro na cueca em uma operação da Polícia Federal, em 2020. Dino atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR considera que a investigação não conseguiu comprovar a ilegalidade da origem dos R$ 17,9 mil encontrados nas nádegas do senador. O inquérito apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos no combate à pandemia de Covid-19 em Roraima.

Da mesma forma, Dino encerrou a apuração sobre o uso de assessoras parlamentares em demandas privadas do senador e sobre a suposta utilização de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para o transporte de equipamentos de proteção individual durante a pandemia.

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O relator considerou que a articulação institucional do senador junto a órgãos federais para obter insumos destinados ao seu estado faz parte da atividade política ordinária e não configura, por si só, ilícito penal.

Apesar do arquivamento desses tópicos, Dino determinou que a Justiça Federal de Roraima assuma as investigações remanescentes.

“Neste momento processual, não vislumbro fundamentos para deixar de atender aos requerimentos do titular da ação penal perante o STF, ressalvando eventual nova análise com a marcha das investigações indicadas pela Procuradoria-Geral da República, a se desenvolverem perante a Justiça Federal de Roraima”, decidiu o ministro.

Entre os fatos que ainda serão apurados estão possíveis irregularidades na aquisição de kits de teste para Covid-19, a posse irregular de arma de fogo e o favorecimento de empresas.

A mudança de foro ocorre porque a PGR entendeu que esses eventos não possuem o nexo funcional-material necessário com o mandato parlamentar para justificar a permanência do caso no Supremo.

A continuidade das investigações em Roraima permitirá o aprofundamento de diligências que não puderam avançar no STF, como a tentativa de extração de dados de aparelhos celulares apreendidos e a análise de novos depoimentos sobre pressões em órgãos estaduais de saúde.

De acordo com a decisão, o juízo competente poderá, inclusive, avaliar a necessidade de quebra de sigilos bancário e fiscal para mapear fluxos econômicos suspeitos entre os envolvidos.

A decisão ressalva que, caso novos desdobramentos indiquem crimes diretamente ligados ao exercício do cargo, os autos poderão retornar futuramente à análise da Suprema Corte.

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