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"Providências urgentes"

Dino exige medidas repressivas imediatas do governo Lula contra facções na Amazônia

Dino exige medidas repressivas imediatas do governo Lula contra facções na Amazônia
Dino cobra ação concreta do governo Lula contra o avanço das facções na Amazônia; plano pode incluir eventual decretação de GLO. (Foto: Victor Piemonte/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta segunda-feira (13) que o governo Lula apresente, no prazo de 15 dias, um plano de ações "repressivas e imediatas" para reprimir a atuação de organizações criminosas na Amazônia Legal e no Pantanal.

Dino afirmou que a União pode decretar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), se necessário, e aumentar a presença de militares na região.

“O foco da presente decisão é a adoção de medidas repressivas imediatas contra organizações criminosas que atuam na Amazônia”, disse. A medida ocorre no âmbito da execução da ADPF 743.

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O relator destacou que organizações criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) deixaram de focar apenas no narcotráfico para explorar a extração clandestina de recursos naturais como uma fonte estratégica de financiamento e lavagem de dinheiro.

Segundo ele, a forte presença de facções tornou-se o principal obstáculo para a superação de crimes ambientais, invasão de terras e violência contra povos tradicionais na região.

“Diante de todo o exposto, é evidente a necessidade de adoção de providências adicionais e urgentes, destinadas a assegurar o integral cumprimento do acórdão prolatado por esta Corte Constitucional”, disse o ministro.

O relator exigiu que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente medidas "que estejam planejadas ou que possam ser ampliadas" dos Ministérios da Justiça, Defesa, Meio Ambiente e Povos Indígenas. O foco deve ser em:

  • Operações repressivas imediatas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ibama;
  • Operações conjuntas com as polícias estaduais no território da Amazônia Legal;
  • Ampliação da presença das Forças Armadas, especialmente em faixas de fronteira e áreas críticas;
  • Eventual decretação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), se necessário.

Em 2021, o partido Rede Sustentabilidade acionou o STF para questionar a insuficiência das políticas públicas de prevenção e combate a incêndios e ao desmatamento na Amazônia Legal e no Pantanal.

O STF julgou três ações sobre o tema, reconheceu falhas estruturais e determinou à União e aos estados a adoção de medidas para fortalecer a fiscalização ambiental. Com isso, as ações passaram para a fase de execução, na qual a Corte monitora o cumprimento das determinações.

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