O ministro Alexandre de Moraes (STF) mandou à Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhar o processo de extradição da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) e tomar as providências para garantir a volta da política ao Brasil.
O pedido formal de extradição já foi enviado ao governo italiano, que pode extraditar seus cidadãos com base em tratados internacionais, como no caso do acordo entre Brasil e Itália. Zambelli tem dupla cidadania: brasileira e italiana.
Nesta sexta-feira (1º) ela será ouvida pela Justiça italiana, após sua prisão em Roma em 29 de julho. Zambelli está detida no presídio feminino de Rebibbia, na capital italiana. Ela deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão.
A condenação ocorreu após a sua suposta liderança na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
Na audiência, Carla Zambelli será questionada se aceita retornar voluntariamente ao Brasil ou prefere enfrentar o processo de extradição. Caso opte pela extradição, o juiz decidirá se ela ficará presa, em prisão domiciliar ou em liberdade provisória até o julgamento completo.
A defesa de Zambelli afirmou que a deputada deseja permanecer na Itália para garantir um julgamento imparcial e justo, não planejando voltar voluntariamente ao Brasil. O processo de extradição pode durar de um ano e meio a dois anos, com possibilidade de recursos em diversas instâncias judiciais italianas.
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