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Crise no STF

Fachin adia reunião com OAB enquanto crise no STF se agrava

Edson Fachin
Encontro discutiria crise no Supremo, enquanto Ordem reúne presidentes para avaliar possíveis impactos institucionais. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, adiou a reunião que teria nesta quarta-feira (9) com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para tratar da crise envolvendo magistrados da Corte com o caso Master. Segundo apurações, o ministro justificou o adiamento por “muitas demandas nesta semana”.

A decisão foi considerada incomum pela OAB, que tradicionalmente é recebida pela presidência do Supremo quando solicita audiências. O encontro teria a participação de integrantes da cúpula da entidade e ocorreria em um momento de forte preocupação da entidade com os possíveis efeitos da crise sobre as instituições.

Apesar do adiamento, o presidente da OAB, Beto Simonetti, convocou para esta quarta-feira (9) uma reunião extraordinária do Colégio de Presidentes da Ordem. A intenção é discutir a situação do Supremo e avaliar os possíveis reflexos institucionais do caso, especialmente diante da proximidade do período eleitoral.

O pedido da OAB ocorreu horas depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em que dialoga com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, além de outras pessoas.

Segundo o material citado, Vorcaro manteve uma série de encontros com Moraes entre 2024 e 2025 e enviou mensagens ao ministro antes de ser preso pela primeira vez, em novembro do ano passado, durante a Operação Compliance Zero. O relatório também menciona um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e Vorcaro.

“O Brasil vive um momento que exige serenidade, transparência e respostas. Por isso mesmo, precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal. Não para enfraquecê-lo, mas, justamente, para preservá-lo, porque a confiança nas instituições é indispensável à estabilidade social e democrática do país”, disparou Simonetti.

Em uma nota divulgada em 1º de setembro, a OAB defendeu uma investigação rigorosa e imparcial dos fatos, sem pedir o afastamento de autoridades. A entidade afirmou que a apuração deve ocorrer independentemente de quem esteja envolvido e respeitar o direito de defesa e a presunção de inocência.

“A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência. Esses princípios garantem a legitimidade da apuração”, afirmou a entidade.

A entidade também declarou preocupação com o momento político do país e com os efeitos da crise sobre as instituições democráticas, “sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral”.

“A OAB seguirá cumprindo seu papel de defender a Constituição”, completou em nota.

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