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Soberania

Fachin comenta temor de ação dos EUA após facções serem classificadas como terroristas

Fachin diz que soberania do Brasil deve prevalecer diante de eventuais ações dos EUA.
Fachin diz que soberania do Brasil deve prevalecer diante de eventuais ações dos EUA. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (8) que a soberania brasileira deve prevalecer diante de qualquer iniciativa dos Estados Unidos envolvendo o país.

A declaração foi dada em meio às discussões provocadas pela decisão do governo americano de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e às especulações sobre uma eventual atuação dos EUA contra esses grupos.

Durante a inauguração de três varas especializadas no combate ao crime organizado, em São Paulo, Fachin afirmou que o Brasil é um Estado soberano e que a defesa dessa condição deve ocorrer "com firmeza e serenidade".

"O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade. Nós temos a certeza de que isso há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações", disse o ministro.

Fachin também ressaltou que a criação das novas varas especializadas não está relacionada às medidas adotadas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente do Judiciário para fortalecer o combate às organizações criminosas.

As declarações ocorrem após integrantes do governo federal manifestarem preocupação com a possibilidade de que Washington amplie sua atuação contra as facções brasileiras, depois de enquadrá-las como organizações terroristas. A manifestação foi feita por meio de ofício do Itamaraty encaminhado à Câmara dos Deputados.

Após a repercussão da manifestação, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira foi convocado a explicar o alerta feito.

A classificação abre caminho para a aplicação de sanções e outros instrumentos previstos na legislação americana para o enfrentamento ao terrorismo, embora até o momento não haja anúncio de medidas militares por parte da administração dos Estados Unidos.

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