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Resolução conjunta

Fachin sinaliza que STF pode “cortar” retomada de penduricalhos a juízes e procuradores

Presidente do CNJ foi relator de resolução conjunta que fixou lista de benefícios acima do teto.
Presidente do CNJ foi relator de resolução conjunta que fixou lista de benefícios acima do teto. (Foto: Romulo Serpa/CNJ)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse que a Corte pode "cortar" uma resolução de sua relatoria que cria uma lista fixa de benefícios a juízes e procuradores fora do teto remuneratório, os chamados penduricalhos. A resolução foi aprovada em sessão conjunta entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido por ele, e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

"A primeira e última palavra sobre essa matéria é a do plenário do Supremo Tribunal Federal. [...]  Se houver alguma questão que esteja desbordando do que o Supremo Tribunal Federal decidiu ou entende que faça parte da sua decisão, evidentemente que nós vamos cortar", disse Fachin, durante um evento na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

O ministro saiu em defesa dos beneficiários da nova resolução, alegando que os juízes e procuradores "se dedicam muitas vezes em condições desafiadoras". Como exemplo, ele citou um tema crítico no Rio de Janeiro e em evidência no debate público nacional: o crime organizado.

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A resolução foi anunciada sob o discurso de que regulamentaria os penduricalhos, com o objetivo de evitar abusos. Na prática, a norma criou novos pagamentos, como o de um auxílio para cada filho de até 6 anos, além de oficializar um benefício com texto mais genérico, que ressarce juízes e procuradores por trabalharem "em comarca, sede, função, ofício ou unidade de difícil provimento".

A ofensiva em torno dos penduricalhos iniciou em meio à crise de credibilidade motivada pelo envolvimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro Flávio Dino aproveitou a criação de uma licença compensatória no Congresso para suspender os pagamentos extrateto em todos os poderes do país.

Diante da insatisfação dos afetados, Fachin iniciou uma negociação que culminou no acordo por uma regra de transição. A nova resolução é provisória, valendo apenas enquanto não houver uma lei federal disciplinando os pagamentos.

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