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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro mira Nordeste em discurso a prefeitos com ataques a Lula

Flávio Bolsonaro
Senador defendeu dar mais protagonismo ao Nordeste com reforço em ações de segurança pública. (Foto: Robson Cesco/CNM)

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O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reforçou sua estratégia eleitoral ao mirar as mulheres e o Nordeste durante participação na 27ª Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília nesta terça-feira (19). O discurso foi fortemente aplaudido por gestores municipais da oposição, mas também com vaias e gritos de “Vorcaro” e “rachadinha” por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o pronunciamento de cerca de 30 minutos, Flávio buscou se apresentar como um político municipalista e defensor do endurecimento na segurança pública, além de prometer redução de impostos e mais autonomia para prefeitos. O senador evitou participar da tradicional rodada de perguntas e respostas após a fala.

“Sempre digo que o Nordeste não é o problema, Nordeste é a solução e é assim que vamos tratar”, declarou.

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A participação de Flávio Bolsonaro no encontro de prefeitos ocorreu poucas horas depois de ele confirmar ter visitado o empresário Daniel Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro no fim do ano de 2025. Mais cedo, o senador se reuniu com parlamentares do PL para dar explicações sobre as mensagens vazadas pelo site The Intercept Brasil que o mostram cobrando dinheiro de Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as apurações, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção, de um total de R$ 134 milhões supostamente acertados contratualmente. Flávio Bolsonaro inicialmente negou qualquer relação, mas posteriormente reconheceu o encontro, o que gerou um desgaste interno e um temor de novas revelações.

Apesar disso, Flávio Bolsonaro e o PL seguem com a estratégia de consolidá-lo como pré-candidato na eleição de outubro contra a tentativa de reeleição de Lula. Um dos caminhos é conquistar os eleitores nordestinos para tentar reduzir a vantagem histórica do petista.

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No discurso aos prefeitos, Flávio Bolsonaro também fez referência direta à Bahia, classificada por ele como “um dos estados mais violentos do Brasil”, ao defender o fortalecimento das guardas municipais e o armamento das polícias locais.

“Nós precisamos olhar com mais atenção e com mais carinho pro povo baiano”, afirmou.

O discurso teve um forte tom de enfrentamento ao crime organizado e defesa de medidas mais rígidas na área de segurança pública, principalmente contra as facções criminosas como o Comando Vermelho (CV)e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Metam o pé do Brasil até dezembro deste ano, porque a partir do ano que vem vai todo mundo ser preso ou neutralizado”, disse o senador.

Flávio voltou a defender que criminosos “só respeitam o que eles temem” ao justificar propostas para ampliar o poder de atuação das polícias municipais. A fala foi acompanhada de ataques ao governo federal e promessas de endurecimento contra facções criminosas.

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Contas públicas e endividamento dos brasileiros

Na área econômica, Flávio Bolsonaro prometeu reduzir o endividamento das famílias brasileiras e criticou o programa Desenrola 2.0. Para ele, a iniciativa do governo Lula não seria suficiente para atender os brasileiros que possuem dívidas ligadas à taxa Selic.

“Não é fazer um Desenrola, como ele está propondo, onde, somadas as dívidas de todos os brasileiros, chega-se à marca de R$ 700 bilhões de reais. Aí ele faz um Desenrola, oferecendo R$ 4,5 bilhões. Vai ficar todo mundo enrolado de novo o ano que vem. Não vai tirar ninguém do sufoco”, afirmou.

Flávio também prometeu promover um “ajuste de contas” nas finanças públicas para reduzir juros e recuperar a segurança jurídica do país. Para ele, haverá um enxugamento nos gastos do governo em que “a despesa vai cair, vai caber dentro do orçamento”.

Ao citar a gestão do pai no governo, o senador afirmou que o lema do antigo governo era “menos Brasília e mais Brasil”, destacando a transferência de recursos federais aos municípios durante a pandemia. Ele ainda prometeu atuar contra projetos aprovados no Congresso que criem novas despesas para as prefeituras sem previsão de fonte de financiamento.

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