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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a Rede Globo desistiu de realizar uma entrevista exclusiva com ele depois de receber a exigência que a conversa fosse exibida na íntegra, sem cortes ou temas proibidos. A declaração foi publicada na noite deste domingo (1º) em sua conta na rede social X, em uma nota intitulada “Nota ao Brasil”.
Na publicação, Flávio também acusa a emissora de preparar uma reportagem sobre ele para o programa Fantástico sem oferecer espaço para sua versão. O senador afirma que, se o maior grupo de comunicação do país está “com medo”, não teria condições de julgar ou tentar destruir sua reputação. A Gazeta do Povo procurou a Rede Globo e aguarda retorno.
O parlamentar aproveitou o texto para reforçar temas como perseguição política e judicial que vem fazendo desde que deixou o Brasil, após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos em 28 de outubro, acompanhado da família, depois de deixar o Brasil por via terrestre em direção à Argentina. A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes e impor medidas cautelares.
Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular, com escala no Equador, antes de chegar a Miami. O senador não detalhou publicamente como organizou ou financiou a viagem.
A saída ocorreu depois de Flávio afirmar, em vídeo, que não pretendia deixar o país e que entregaria os passaportes. Posteriormente, ele relatou que foi intimado pela Polícia Federal ao sair da residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que decidiu viajar após conversar com a mulher.
Na nota deste domingo, o senador afirma que a decisão judicial contra ele foi publicada sete minutos depois do anúncio do resultado eleitoral. Ele diz que foi intimado em via pública, 12 horas depois, ao deixar a casa do pai, e classifica as medidas como o início de uma perseguição.
Flávio também relaciona a situação à prisão de Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos no processo sobre a suposta tentativa de golpe de estado. O senador afirma que o pai não cometeu crime e menciona a distância de outro filho, que, segundo ele, está há mais de um ano e meio sem vê-lo.
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O senador diz que está em um país onde pode expressar suas opiniões sem ser alvo de decisões judiciais que considera arbitrárias. Na publicação, critica o ministro Alexandre de Moraes e afirma que a polícia foi enviada à sua casa para realizar buscas que, segundo ele, atingiram até as roupas íntimas de suas filhas.
Flávio também sustenta que disputou a Presidência enfrentando um sistema político que, em sua avaliação, pretende preservar a situação atual do país. Ele afirma não se arrepender de suas ações e diz que continuará se manifestando a partir dos Estados Unidos.
Na nota, o senador afirma que pretende conversar nos próximos dias com veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros. Segundo ele, as entrevistas serão realizadas “sem cortes, sem filtro”, para que possa expor o que, em sua avaliação, não conseguiria dizer estando no Brasil.
Leia a íntegra da publicação de Flávio Bolsonaro.
Nota ao Brasil
Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.
Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.
Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre.
Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.
Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta.
Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).
Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.







