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"Risco à vida"

Flávio reforça ação no STF contra Lula por nova fala sobre “enforcar traidores”

Flávio reforça ação no STF contra Lula por nova fala sobre “enforcar traidores”
Defesa de Flávio afirma que Lula tenta "obter vantagem nas eleições", "naturalizando a ideia de que ao seu adversário caberia a morte". (Foto: EFE/Andre Borges)

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A defesa do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) coloca em risco a vida do senador ao repetir que "traidores da pátria deveriam ser enforcados".

No início de junho, Flávio apresentou uma notícia-crime ao STF após o petista citar o enforcamento de Tiradentes para críticá-lo durante um evento em Catalão (GO). Lula voltou a citar o enforcamento de traidores no último dia 20.

Agora, os advogados do senador afirmam que o presidente estaria estimulando a violência para “obter vantagem nas eleições”, “naturalizando a ideia de que ao seu adversário caberia a morte”. A notícia de "fato superveniente" foi encaminhada ao ministro Nunes Marques, relator do caso.

Segundo a defesa, a reiteração das falas de Lula reforça a prática dos crimes de ameaça e incitação ao crime por parte do chefe do Executivo.

“Trata-se de estratégia tão grave quanto perigosa, que, no atual cenário de crescente violência política, coloca em risco não apenas a integridade física do Noticiante [Flávio], mas a própria higidez do processo democrático”, diz o documento.

A defesa de Flávio sustenta que a repetição dessas falas, mesmo após a primeira ação judicial, demonstra um "dolo inequívoco" e um padrão de comportamento.

O documento afirma que não se trata de mera metáfora histórica ou retórica política, mas de uma estratégia deliberada de incitação à violência política às vésperas do período eleitoral.

Os advogados alegam que as manifestações do presidente, dada a sua posição de liderança, têm o potencial de influenciar o comportamento de milhões de cidadãos, criando um risco concreto à integridade física do senador.

Por isso, a equipe jurídica do senador pediu que o novo fato seja anexado a notícia-crime original e que a Corte abra um inquérito para apurar os crimes de incitação (Art. 286 do Código Penal) e ameaça (Art. 147 do Código Penal).

Lula disse que, antigamente, "traidor era enforcado"

Durante a convenção do PDT, no último dia 20, Lula voltou a dizer que, antigamente, "traidor era enforcado". Sem citar nomes, ele afirmou que “vários traidores vão aos EUA” pedir sanções contra o Brasil.

“Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascimo, voltem a pensar em governar esse país. Outro dia eu disse, nesse país, antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é uma coisa muito grave”, disse o presidente na ocasião.

No evento realizado em Catalão (GO), Lula chamou Flávio de "covarde", atribuiu a ele o novo tarifaço dos Estados Unidos e citou pela primeira vez que "traidores da pátria" merecem o "enforcamento".

"São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria, que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem", afirmou o petista, no dia 2 de junho.

Joaquim Silvério dos Reis foi o responsável por delatar Tiradentes, mas quem morreu por enforcamento foi o próprio Tiradentes, não seu delator.

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