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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) intimou o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para que esclareçam as acusações de estupro de vulnerável dirigidas ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Ambos confirmaram ter sido notificados.
Em março, ambos os parlamentares protocolaram uma notícia-crime em que denunciavam Gaspar por estupro de uma menina de 13 anos no âmbito da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, do qual Gaspar era relator. O fato foi apresentado pelos parlamentares governistas em meio à apresentação do relatório-final.
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Após a notícia de que o deputado federal seria o nome escolhido de Flávio Bolsonaro como vice-presidente em sua chapa, a denúncia voltou à tona. Parlamentares governistas lembraram da acusação em suas redes sociais. Gaspar sempre negou categoricamente as acusações.
A Gazeta do Povo procurou ambos para confirmar a intimação do ministro Gilmar Mendes. A assessoria de Soraya confirmou o pedido e o prazo para apresentar os pontos seria de 15 dias (confira íntegra abaixo). A assessoria do deputado Lindbergh Farias se limitou a confirmar também ter sido intimada.
Gaspar também acionou o STF contra os governistas com queixas-crime de calúnia e difamação e injúria. Ele negou veementemente os crimes.
"É evidente que o querelante jamais cometeu o crime de estupro a si repugnante e falsamente imputado. Nunca foi nem pode ser taxado de estuprador", argumenta o documento.
Nesta quinta-feira, Gaspar declarou que tem interesse em seguir até o fim em processos contra a dupla de parlamentares governistas no STF, no Conselho de Ética da Câmara e do Senado além da Procuradoria-Geral da República.
"Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya", declarou Gaspar à CNN Brasil.
Confira a íntegra da nota de Soraya:
A senadora Soraya Thronicke informa que foi notificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para complementar informações necessárias ao prosseguimento do inquérito que apura um suposto caso de abuso contra uma jovem que era menor de idade à época dos fatos narrados. Trata-se de um procedimento regular, previsto no curso da investigação.
A senadora esclarece que, ao tomar conhecimento das graves denúncias, entendeu ser seu dever encaminhá-las às autoridades competentes, para que os fatos fossem devidamente apurados, sempre em respeito ao devido processo legal.
Quanto aos questionamentos sobre a composição da chapa presidencial anunciada, a senadora informa que não fará comentários, por se tratar de uma decisão de natureza exclusivamente partidária e eleitoral, que compete aos seus integrantes.
A apuração dos fatos segue sob a responsabilidade da Justiça, a quem cabe conduzir o inquérito e adotar as providências cabíveis.






