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Derrota histórica

Gilmar Mendes elogia Messias e diz que “história fará justiça” após rejeição

Messias foi rejeitado em decisão inédita em 132 anos. André Mendonça também lamentou.
Messias foi rejeitado em decisão inédita em 132 anos. André Mendonça também lamentou. (Foto: Daniel Estevão/AGU)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes reconheceu o poder do Senado Federal para rejeitar a indicação dos ministros, como ocorreu com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mesmo assim, o magistrado teceu elogios a ele e disse que "a história saberá fazer justiça".

"A decisão do Senado deve ser respeitada. Faço questão, contudo, de prestar meu reconhecimento ao advogado-geral da União, Jorge Messias. Trata-se de um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si. Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição", declarou Gilmar, em uma postagem desta quinta-feira (30).

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Também evangélico e ex-AGU, André Mendonça buscou apoio a Jorge Messias. Também evangélico e ex-AGU, André Mendonça buscou apoio a Jorge Messias. (Foto: Daniel Estevão/AGU)

Além do decano, o ministro André Mendonça também lamentou a decisão. Para Mendonça, "Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF".

"Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!", concluiu o ministro.

Na sessão desta quarta-feira (29), foram 42 votos contrários e 34 pela aprovação. Com isso, o Senado rejeitou seu sexto nome ao Supremo, sendo que todos os outros cinco ocorreram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.

Logo após a sessão, Messias falou com a imprensa, ocasião em que disse que "sabemos quem fez isso". O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é apontado pelos parlamentares como o principal articulador da derrota histórica, fazendo campanha publicamente pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Agora, a expectativa é que uma nova indicação ocorra apenas após as eleições, como foi defendido por parlamentares de direita durante a sabatina. O relator da indicação de Messias, senador Weverton Rocha (PDT-MA), acredita que Lula não deve mais tratar do tema.

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