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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes reconheceu o poder do Senado Federal para rejeitar a indicação dos ministros, como ocorreu com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mesmo assim, o magistrado teceu elogios a ele e disse que "a história saberá fazer justiça".
"A decisão do Senado deve ser respeitada. Faço questão, contudo, de prestar meu reconhecimento ao advogado-geral da União, Jorge Messias. Trata-se de um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si. Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição", declarou Gilmar, em uma postagem desta quinta-feira (30).
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Além do decano, o ministro André Mendonça também lamentou a decisão. Para Mendonça, "Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF".
"Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!", concluiu o ministro.
Na sessão desta quarta-feira (29), foram 42 votos contrários e 34 pela aprovação. Com isso, o Senado rejeitou seu sexto nome ao Supremo, sendo que todos os outros cinco ocorreram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
Logo após a sessão, Messias falou com a imprensa, ocasião em que disse que "sabemos quem fez isso". O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é apontado pelos parlamentares como o principal articulador da derrota histórica, fazendo campanha publicamente pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Agora, a expectativa é que uma nova indicação ocorra apenas após as eleições, como foi defendido por parlamentares de direita durante a sabatina. O relator da indicação de Messias, senador Weverton Rocha (PDT-MA), acredita que Lula não deve mais tratar do tema.






