Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
15 dias

Gilmar Mendes manda Lindbergh e Gaspar explicarem troca de ofensas na CPMI do INSS

Petista chamou relator de "estuprador" e foi chamado por ele de "cheirador de cocaína"
Petista chamou relator de "estuprador" e foi chamado por ele de "cheirador de cocaína" (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado; Marcos Oliveira/Agência Senado)

Ouça este conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) se manifestem em uma queixa-crime em que o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) aponta crime contra a honra por ter sido chamado de "estuprador". Ao mesmo tempo, o magistrado mandou Gaspar prestar esclarecimentos na ação em que Lindbergh reclama por ter sido chamado de "cheirador de cocaína".

Ambos os despachos foram assinados nesta quinta-feira (16) e dão o prazo de 15 dias para as manifestações. Gilmar reconheceu que as denúncias foram oferecidas dentro do prazo e a existência de foro privilegiado.

A discussão ocorreu durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, que acabou rejeitado. Gaspar parafraseou um ataque do ex-ministro Luís Roberto Barroso contra Gilmar em 2018: "Me deixe de fora desse seu mau sentimento. Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia".

VEJA TAMBÉM:

Com isso, Lindbergh falou em "circo" para questionar a citação, no que foi rebatido: "Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht". O apelido foi utilizado na lista de propinas da construtora. Foi logo depois que surgiu o termo "estuprador".

"Deveria estar preso, criminoso. Você atacou a honra de um homem de bem. Deve ter cheirado cocaína. Deve ter vindo a serviço", afirmou Gaspar em uma coletiva de imprensa logo após o ocorrido, o que levou ao acionamento do Supremo.

Lindbergh sofreu críticas do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por interferir em ações de iniciativa do Ministério Público, como no inquérito contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Agora, porém, trata-se de uma ação penal privada, uma exceção ao que é comum nos casos criminais.

A Gazeta do Povo entrou em contato com os três parlamentares. O espaço segue aberto para manifestação.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.