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Contra Toffoli e Moraes

Gilmar Mendes cita ações do governo de MG no STF para reagir a críticas de Zema

Ministro aponta "política do utilitarismo" após ex-governador defender prisão de Toffoli e Moraes.
Ministro aponta "política do utilitarismo" após ex-governador defender prisão de Toffoli e Moraes. (Foto: Antonio Augusto/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa dos colegas Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e reagiu a uma fala em que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) defende que, para além de um impeachment, os dois sejam presos.

Na publicação desta quarta-feira (15), o ministro lembrou que o governo de Minas Gerais, ainda durante a gestão de Zema, pediu à Corte o adiamento do pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.

"É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião", argumentou o magistrado.

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Ministro cita nota do Ministério da Fazenda

Ministro utilizou notícias e citou nota técnica da Fazenda para  acusar Zema de praticar "política do utilitarismo". Ministro utilizou notícias e citou nota técnica da Fazenda para acusar Zema de praticar "política do utilitarismo". (Foto: Reprodução/X/Gilmar Mendes)

Gilmar vai além, citando uma nota técnica do Ministério da Fazenda sobre os pedidos de socorro do estado ao Supremo para lidar com o endividamento. "Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais", completa.

A fala gerou reações. O advogado e pré-candidato a deputado federal Jeffrey Chiquini (Novo) respondeu diretamente na postagem, criticando a classificação da fala de Zema como "ataque" e dizendo tratar-se de uma crítica. Em meio a outra fala em que o ministro defende a investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pelo pedido de indiciamento dos três ministros, Chiquini opina: "Ataque às instituições é se utilizar da toga para constranger e ameaçar opositores políticos".

A sinalização de possível retaliação contra Vieira apareceu também em uma fala em que Toffoli defendia a cassação eleitoral de nomes que se insurjam contra a Corte. No fim das contas, o relatório final foi rejeitado, após uma manobra do governo que gerou seis votos contrários e quatro favoráveis.

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