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Ministra de Lula

Gleisi diz que maioria dos brasileiros não apoia anistia: “Mesmo no banco dos réus, seguem mentindo”

Gleisi fala sobre anistia
Gleisi Hoffmann, ministra de Lula, criticou Bolsonaro e seus aliados após ato pró-anistia na Avenida Paulista (Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)

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O ato a favor da anistia convocado pelo ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e pelo pastor Silas Malafaia reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (6) e gerou críticas do campo político governista. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, declarou que a maioria dos brasileiros é contra a anistia e que o país quer "quer paz e justiça".

Em publicação feita na rede social X, a petista afirmou que o ato deste domingo reforça "o acerto do Judiciário em processar os comandantes da tentativa de golpe de 8 de janeiro".

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"A maioria do povo brasileiro não apoia a anistia e os repetidos ataques a ministros do STF e ao presidente da Câmara, no palanque da extrema-direita em São Paulo, reforçam o acerto do Judiciário em processar os comandantes da tentativa de golpe de 8 janeiro".

Ela aproveitou para dizer também que o ex-presidente Bolsonaro insiste em não aceitar o resultado das urnas nas eleições de 2022 que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva.

"Mesmo no banco dos réus seguem mentindo, ofendendo e ameaçando o Estado Democrático de Direito, que tentaram abolir para manter o réu Jair Bolsonaro na disputa pelo poder. Derrotado nas urnas, apesar das barbaridades que cometeu na campanha, Bolsonaro repetiu hoje que nunca aceitou o resultado das eleições e ainda quer se fazer de vítima. E segue apelando para uma intervenção estrangeira no Judiciário e na política do Brasil, renegando a própria Pátria".

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A pauta da anistia já beneficiou a esquerda após o fim do regime militar, quando guerrilheiros de esquerda tiveram seus crimes anistiados.

"Na boca dos golpistas, a palavra anistia se reduz a uma farsa, um projeto de lei que visa à impunidade de réus que nem foram julgados ainda. Querem apagar os fatos que aterrorizaram o país, mas não são capazes de esconder a violência e o ódio que continuam guiando suas ações. Não vão parar enquanto não forem responsabilizados, no devido processo legal, pelos crimes que cometeram contra o país e a democracia. O Brasil quer paz e justiça", completou.

A manifestação pró-anistia reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista e contou com a participação de sete governadores, entre eles Tarcísio de Freitas (São Paulo); Romeu Zema (Minas Gerais); Jorginho Mello (Santa Catarina); e Ratinho Jr. (Paraná). Cláudio Castro (Rio de Janeiro) cancelou sua ida ao ato em razão das fortes chuvas no estado fluminense.

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