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Integrantes do governo e da bancada de apoio a Lula no Congresso Nacional lamentaram a derrota histórica da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, na sua indicação a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Após ser aprovado na sabatina da CCJ, a indicação de Messias acabou derrotada por 42 a 34 no plenário.
A derrota na casa legislativa mais alta do país sinaliza um desgaste inédito na relação entre o governo Lula e o Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria se negado a receber Messias na presidência antes da sabatina e, segundo relatos, atuado diretamente no resultado.
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“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, escreveu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL).
"Mais do que uma injustiça contra Jorge Messias, os 42 senadores que rejeitaram seu nome privaram o país de uma pessoa muito qualificado para ser ministro do STF. (...) Uma aliança vergonhosa que se volta contra o governo, mas é realmente contra a justiça, a democracia e o país", escreveu a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman (PT-PR).
“A rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF foi uma derrota da democracia. Foi mais um buraco que a extrema direita abriu na institucionalidade”, escreveu no X a deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB/RJ).
“Se Lula indicar uma jurista negra com uma trajetória inegável em defesa da classe trabalhadora, ganhamos a batalha pública. O Congresso inimigo do povo quer briga? Pra cima deles!”, escreveu o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).
“A negativa ao nome de Jorge Messias é um ataque direto às prerrogativas do Presidente Lula. Este episódio é o sintoma de uma crise profunda: o Parlamento hoje prioriza interesses próprios em vez da Constituição. Não basta ter um governo democrático; precisamos de um Congresso que também defenda a democracia”, escreveu a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).
Randolfe quer evitar “caça às bruxas”
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a derrota não deve interferir na campanha de reeleição de Lula. Segundo ele, o presidente ainda deve avaliar se manterá Messias ou indicará outro nome.
Randolfe minimizou a possível atuação do presidente do Senado e atribuiu a rejeição ao processo eleitoral. "Essa é a circunstância do Senado diante dessa polarização, sobretudo pressionado pelo processo eleitoral... Não é agradável", disse.
"Não vamos transformar isso em uma caça às bruxas. Ninguém vai ficar perdendo tempo procurando saber em quem os senadores votaram", destacou.










