Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Rejeição no plenário

Governistas lamentam derrota histórica da indicação de Messias: “Senado sai menor”

Lula e Alcolumbre: relação entre governo e Congresso atravessa fase de maior tensão política (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Ouça este conteúdo

Integrantes do governo e da bancada de apoio a Lula no Congresso Nacional lamentaram a derrota histórica da indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, na sua indicação a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Após ser aprovado na sabatina da CCJ, a indicação de Messias acabou derrotada por 42 a 34 no plenário.

A derrota na casa legislativa mais alta do país sinaliza um desgaste inédito na relação entre o governo Lula e o Congresso Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria se negado a receber Messias na presidência antes da sabatina e, segundo relatos, atuado diretamente no resultado.

VEJA TAMBÉM:

“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, escreveu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL).

"Mais do que uma injustiça contra Jorge Messias, os 42 senadores que rejeitaram seu nome privaram o país de uma pessoa muito qualificado para ser ministro do STF. (...) Uma aliança vergonhosa que se volta contra o governo, mas é realmente contra a justiça, a democracia e o país", escreveu a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman (PT-PR).

“A rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF foi uma derrota da democracia. Foi mais um buraco que a extrema direita abriu na institucionalidade”, escreveu no X a deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB/RJ).

“Se Lula indicar uma jurista negra com uma trajetória inegável em defesa da classe trabalhadora, ganhamos a batalha pública. O Congresso inimigo do povo quer briga? Pra cima deles!”, escreveu o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).

“A negativa ao nome de Jorge Messias é um ataque direto às prerrogativas do Presidente Lula. Este episódio é o sintoma de uma crise profunda: o Parlamento hoje prioriza interesses próprios em vez da Constituição. Não basta ter um governo democrático; precisamos de um Congresso que também defenda a democracia”, escreveu a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

Randolfe quer evitar “caça às bruxas”

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a derrota não deve interferir na campanha de reeleição de Lula. Segundo ele, o presidente ainda deve avaliar se manterá Messias ou indicará outro nome.

Randolfe minimizou a possível atuação do presidente do Senado e atribuiu a rejeição ao processo eleitoral. "Essa é a circunstância do Senado diante dessa polarização, sobretudo pressionado pelo processo eleitoral... Não é agradável", disse.

"Não vamos transformar isso em uma caça às bruxas. Ninguém vai ficar perdendo tempo procurando saber em quem os senadores votaram", destacou.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.