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Pediu primeiro

Grupo de direita reserva Avenida Paulista para 1º de Maio e frustra ato da esquerda

PM considerou ordem cronológica. Patriotas do QG protocolou pedido com dois anos de antecedência.
PM considerou ordem cronológica. Patriotas do QG protocolou pedido com dois anos de antecedência. (Foto: Letycia Bond/Agência Brasil)

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A entidade de esquerda Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) veio a público para reclamar por não ter conseguido reservar a Avenida Paulista para um ato no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. A nota de repúdio contra a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) foi divulgada nesta sexta-feira (24). De acordo com a entidade, a comunicação foi protocolada em março de 2026.

A Constituição Federal garante o direito de "reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização", mas impõe duas ressalvas: a manifestação não pode se sobrepor a "outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local", e exige "prévio aviso à autoridade competente".

Na prática, a Polícia Militar (PM) fica com a responsabilidade de receber os ofícios das entidades interessadas e reservar o local pretendido a quem pediu primeiro. Com isso, levou a melhor o grupo Patriotas do QG, que avisou às autoridades em setembro de 2024 e deve iniciar seu ato às 11h em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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A Conlutas, por sua vez, segue dizendo que foi a primeira a protocolar o pedido. A entidade classificou a decisão como "um grave ataque ao direito de manifestação da classe trabalhadora", uma vez que os organizadores seriam "grupos ultraconservadores que nada têm a ver com as demandas e a tradição de luta do 1º de Maio".

De acordo com suas redes sociais, o Patriotas do QG deve focar no apoio à eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, além de pedir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio do lema "Supremo é o Povo".

Já a Conlutas, que remanejou seu ato para a Praça da República, pedirá o fim da escala de trabalho 6x1, do arcabouço fiscal e da reforma administrativa, além da crítica às privatizações - incluindo o apoio à criação de uma estatal de terras raras, a Terrabrás - e da pauta contra o feminicídio.

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