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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que poderá apoiar os atuais presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em suas atuações no Congresso caso seja reeleito na eleição de outubro, em que disputará um quarto mandato ao Palácio do Planalto.
A sinalização ocorreu na tarde desta quarta-feira (26) após um almoço com os dois políticos e aliados no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República, em que chegou a um acordo para dar andamento no Legislativo a projetos tidos como prioritários para o governo e que serão bandeira de campanha, como a isenção definitiva da “taxa das blusinhas”, o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
“Poderia dizer ‘juntos para sempre’”, disse Lula a jornalistas ao posar para uma foto com Motta e Alcolumbre.
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Lula e os dois presidentes do Legislativo estavam em crise desde o ano passado após ter indicado o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) em detrimento do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preferido de Alcolumbre. Embora Motta tenha mantido uma certa relação com o petista, ele se juntou ao mandatário do Senado na derrubada de vetos presidenciais, uma das medidas de retaliação após a indicação.
Durante o almoço de articulação, Alcolumbre prometeu a Lula votar a isenção do imposto de importação para compras até US$ 50 no plenário na semana que vem, que será de “esforço concentrado”, e encaminhar as votações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado das PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública.
“Eu faço o compromisso com o senhor e com o Brasil e brasileiros que precisam dessa matéria em vigência, que, na semana que vem, no tempo curto de esforço concentrado, no meio do processo eleitoral, vamos deliberar para o senhor sancionar essa lei. Essa MP [do fim da ‘taxa das blusinhas’] não vai caducar”, afirmou Alcolumbre.
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Motta também demonstrou parceria com Lula e afirmou que “a finalidade é aproveitarmos a janela do esforço concentrado da próxima semana para votarmos no plenário da Câmara e em seguida no Senado”.
Em outro momento do pronunciamento à imprensa após a reunião, Lula afirmou que “duas pessoas sempre vão ter divergências em alguns pontos. Importante é que tenha dimensão do que é principal e prioritário”. Para ele, “ninguém está pedindo” que não haja divergências entre os políticos.
Em relação à escala 6x1, Alcolumbre confirmou que a PEC será analisada inicialmente na CCJ, mas não garantiu que chegará ao plenário do Senado na próxima semana. A PEC da Segurança Pública também está entre as prioridades do governo e será analisada pela CCJ do Senado.








