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A ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO) apagou e pediu desculpas por uma postagem sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em que mencionou Judas e fez referência a judeus após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Esse episódio hoje no Senado Federal fará o sangue vermelho ferver. Democracia deve sempre ser respeitada. Vamos à luta com muito mais força e coragem”, disse Kátia, em uma postagem na noite desta quinta-feira (29) no X.
Em seguida, a ex-senadora afirmou: “Até um pé na bunda te joga pra frente. Nada como um dia após o outro e uma longa noite meio. Judas era judeu. Pagou o preço que conhecemos. Cada época tem seu Judas”. Alcolumbre é judeu.
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Ela apagou a publicação e pediu desculpas na tarde desta quinta (30). “Apaguei o tweet pois me referia a traidores e não a povos, etnias e religiões. Errei ao me expressar, porque abri espaço para interpretações muito distintas do que queria dizer”, disse.
“Peço desculpas. Não era a minha intenção. Mas o nosso Messias também foi traído, e isso não se duvida”, acrescentou a ex-senadora.
O Senado impôs uma derrota histórica a Lula ao rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
Após o revés, o AGU disse ter sido alvo de uma campanha de desgaste nos últimos cinco meses. Segundo ele, o governo sabe quem foi o responsável por essa articulação.
“Passei por cinco meses de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, afirmou.
Alcolumbre defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao STF.
Kátia Abreu se filiou ao PT
No início de abril, Kátia anunciou sua filiação ao PT após passar 7 anos no PP. Ela foi presidente da bancada do agronegócio e fazia parte da oposição durante o primeiro mandato de Lula.
Porém, se aproximou do PT na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre 2015 e 2015, Kátia foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em 2022, ela apoiou a candidatura de Lula.
Episódio da pasta
Durante a eleição para a presidência do Senado, em 2019, Kátia subiu à Mesa Diretora e tirou das mãos de Alcolumbre uma pasta contendo documentos da sessão.
O momento inusitado foi um protesto pelo fato de Alcolumbre presidir a sessão enquanto também era candidato. Ele foi eleito presidente do Senado.
A ex-senadora fez a devolução simbólica da pasta a Alcolumbre dois anos depois, afirmou que “faria tudo de novo”, mas elogiou a gestão do colega.
“Quando tomei aquela atitude, foi um símbolo de protesto, porque eu acreditava que o rito processual estava equivocado. Eu não tinha outra coisa a fazer para demonstrar a minha indignação”, disse Kátia, em 2021.








