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O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá ser considerado “conivente” com as suspeitas envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, caso não determine o afastamento do chefe da corporação para que ele seja investigado.
Para o parlamentar, a permanência de Rodrigues no cargo coloca em dúvida a imparcialidade da apuração sobre as denúncias que também envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. “Por que que ele ainda não afastou o Andrei para que ele possa ser investigado?”, questionou.
Para ele, caso Lula não tome medidas diante das denúncias, o presidente poderá ser considerado “conivente” com a situação. “Se ele quiser só se descolar e não tomar medida nenhuma, ele também é conivente”, disse.
O líder do PL afirmou que vê com desconfiança uma eventual tentativa do governo de se afastar politicamente de Moraes após as recentes revelações. Para o deputado, Lula não poderia simplesmente se descolar do ministro em razão da proximidade entre os dois.
O presidente da República ainda não se pronunciou publicamente sobre o escândalo.
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Sóstenes também cobrou uma investigação sobre as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o parlamentar, as eventuais irregularidades devem ser atribuídas individualmente, sem atingir as instituições.
Na visão de Sóstenes, o caso revela uma “interferência muito clara” de Moraes em um episódio que envolve o chefe do Ministério Público Federal, instituição responsável por apresentar acusações. Para o líder do PL, a gravidade das denúncias exige uma apuração independente e eventual punição dos envolvidos, caso sejam comprovados crimes.
Sóstenes cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, uma postura de “altivez” para garantir a apuração dos fatos. “A gente aqui tem a responsabilidade no PL de individualizar condutas no CPF e não nas instituições”, afirmou.
O líder do PL afirmou que a oposição irá acompanhar os próximos passos e avaliar a postura do presidente diante das denúncias.“Queremos só ver as cenas dos próximos capítulos e as atitudes do presidente da República”, afirmou.






