O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que seja dada autorização para que os presos do 8 de janeiro recebam assistência religiosa.
No documento, Sóstenes citou especificamente o caso de Débora Rodrigues dos Santos - que virou ré por manchar a estátua da justiça com batom - mas o pedido se estende a todos que cumprem prisão domiciliar.
Ao fazer o pedido a Moraes, Sóstenes argumentou que a medida tem base no princípio da dignidade da pessoa humana e na liberdade religiosa.
“Acredita-se que Vossa Excelência, com a consciência humanitária e jurídica que lhe é peculiar, concederá tal pedido”, diz um trecho do pedido encaminhado a Moraes, nesta terça-feira (1º).
Caso Débora Rodrigues
Débora Rodrigues passou dois anos presa após ter participado dos atos do 8 de janeiro e ter sido fotografada escrevendo, com batom, a frase “Perdeu, mané” na estátua da justiça.
Ela foi presa em 17 de março de 2023, ficou mais de 400 dias na prisão sem denúncia, e o ministro Alexandre de Moraes votou para condená-la a 14 anos de prisão.
A frase rabiscada por Débora no monumento foi originalmente proferida pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, a um brasileiro em Nova York, em outubro de 2023, após o magistrado ser questionado sobre a atuação política do Tribunal e a falta de transparência das urnas eletrônicas.
Débora passou para a prisão domiciliar após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendar a substituição da prisão preventiva, ao menos até a conclusão do julgamento, que foi pausado por um pedido de vistas feito pelo ministro Luiz Fux.
Com STF politizado, fugas de réus da direita se tornam mais frequentes
Estatais batem recorde na Lei Rouanet enquanto contas públicas fecham no vermelho
Trump analisa novas ações militares contra o Irã enquanto protestos se intensificam
Cientistas brasileiros avançam em diagnóstico de Alzheimer a partir de exames de sangue