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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), trocaram acusações nesta terça-feira (7) por causa da tramitação da PEC pelo fim da escala 6x1 no Senado. Uczai disse que a bancada do partido considerará Alcolumbre um “inimigo” se ele não colocar o assunto em pauta até a próxima semana. Alcolumbre rebateu, afirmando que não serão mais toleradas “ameaças”.
A tramitação da PEC depende de uma decisão do presidente da Casa e, com o recesso parlamentar previsto para ter início em 17 de julho, a expectativa no Palácio do Planalto é de que o texto siga parado, o que compromete a pretensão de lucrar eleitoralmente com sua eventual aprovação antes de outubro.
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“Esta semana nós vamos dar uma trégua (...) Se até a semana que vem ele (Alcolumbre) não caminhar com a PEC para a CCJ, nós vamos elegê-lo inimigo também, dos trabalhadores e da pauta”, disse o deputado a jornalistas.
Alcolumbre se manifesta por nota
Alcolumbre emitiu uma nota oficial na qual declarou que “esse tipo de ameaça” não seria mais “tolerado”. Segundo ele, a “definição da pauta” e a “tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência”, que não se “submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais”.
Alcolumbre ainda lembrou do encontro que teve no dia 1º com representantes do governo federal, parlamentares e centrais sindicais para discutir a tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1, o que seria uma prova do seu comprometimento. O encontro foi mais um ato de pressão do governo Lula e das entidades para que a proposta comece a avançar e seja levada ao plenário para votação antes do recesso.
Alcolumbre já sustenta há meses a falta de disposição para pautar o texto antes das eleições, ao contrário do que deseja a administração federal.
A proposta, que acaba com a escala 6x1 por uma de 5x2 e reduz a jornada semanal para 40 horas, sem redução de salário, foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, mas ainda aguarda o início da tramitação no Senado. Alcolumbre criticou a pressão pela votação, também alegando um oportunismo eleitoral para avançar com a proposta.







