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Após operação

Lula afaga Jaques Wagner em evento na Bahia: “companheiro de longa data”

Petista participou de inauguração de hospital com parlamentar investigado 13 dias após operação da PF.
Petista participou de inauguração de hospital com parlamentar investigado 13 dias após operação da PF. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

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Treze dias após a deflagração da nona fase da operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), o presidente Lula (PT) apareceu ao lado do ex-líder do governo no Senado e teceu elogios tanto a ele quanto ao atual governador baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), além do ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) e do senador Otto Alencar (PSD-BA).

“Tem pouca coisa que a gente não escolhe na Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmão, irmãs. A gente escolhe companheiros, e aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data. O que representa para mim a minha relação com o Jaques Wagner, a minha relação com o Rui Costa, a minha relação com o Jerônimo, a minha relação com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto", afirmou o presidente, durante sua participação na inauguração de uma nova unidade do Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas (BA), nesta quarta-feira (1º).

Wagner, por sua vez, se disse orgulhoso de participar da inauguração com o presidente e alegou que os baianos são gratos a Lula. A nova unidade é financiada por recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e participa do programa Agora Tem Especialistas.

Jaques Wagner foi substituído na liderança pela senadora Teresa Leitão (PT-PE) após a repercussão das revelações sobre o envolvimento com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ex-governador da Bahia por dois mandatos, o petista sancionou a criação da Ordem 2 de Julho, condecoração que teve como seu primeiro agraciado o próprio Lula.

Agora, o parlamentar precisa se defender dos indícios de que ele teria recebido pagamentos em dinheiro, voos em jatinhos particulares e até ingressos para o show da cantora Taylor Swift em troca de uma atuação favorável aos interesses do Master, o que teria incluído uma proposta para aumentar o limite do crédito consignado para aposentados e pensionistas e autorizar o uso do Benefício de Prestação Continuada (BPC) nessas operações.

Wagner nega que tenha atuado em prol do Master no Congresso e ressalta seu voto contrário à chamada "emenda Master", proposta por Ciro Nogueira (PP-PI), que aumentaria a atratividade dos investimentos aumentando o teto da cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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