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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou a libertação do militante brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel após participar de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. Em declaração divulgada nesta terça-feira (5), Lula classificou a detenção como “injustificável” e exigiu que o governo israelense liberte o ativista.
Segundo o presidente, o Brasil acompanha o caso e avalia que a prisão viola princípios do direito internacional. Lula afirmou ainda que o governo continuará adotando medidas diplomáticas para pressionar pela soltura.
“Nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, escreveu o presidente na rede social X.
A manifestação ocorre em meio a mobilizações nas redes sociais em defesa do ativista. O perfil de Ávila tem divulgado convocações para um ato previsto para quarta-feira (6), em frente ao Itamaraty, em Brasília.
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Governo já havia se posicionado sobre prisão
Não é a primeira vez que o governo brasileiro se manifesta sobre o caso. O Ministério das Relações Exteriores já divulgou ao menos duas notas oficiais sobre o episódio.
Em 30 de abril, o Brasil assinou uma declaração conjunta criticando ações israelenses contra a flotilha e pedindo garantias de segurança aos participantes. Em outro comunicado, em parceria com a Espanha, classificou a abordagem em águas internacionais como um “sequestro” e cobrou esclarecimentos, além da libertação dos envolvidos.
Prisão foi prorrogada em meio a suspeitas
Thiago Ávila é descrito como ativista de esquerda e pró-Palestina, com atuação recorrente em campanhas contra ações israelenses. Autoridades israelenses investigam possíveis conexões indiretas entre integrantes da flotilha e o Hamas, considerado organização terrorista por diversos países.
Não há confirmação pública de vínculo direto de Ávila com o grupo. Ainda assim, a suspeita tem sido citada por Israel para justificar medidas como a prorrogação da detenção enquanto as investigações seguem.
Esta é a terceira tentativa do ativista de chegar a Gaza sob a alegação de levar ajuda humanitária. Em junho do ano passado, ele participou de uma flotilha com outros ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg, quando foi detido e posteriormente deportado. Após três dias, retornou ao Brasil.
Outra detenção ocorreu em outubro. Na ocasião, Ávila foi interceptado junto com outros 14 brasileiros, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (Rede-CE). Ele chegou a fazer greve de sede antes de ser novamente deportado.







