O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na tarde desta quarta-feira (30) que “hoje é o dia sagrado da soberania”. Esta é a primeira manifestação pública do petista após o governo dos Estados Unidos sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo tribunal Federal (STF), e oficializar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros.
"Eu estou saindo daqui com pressa, porque eu vou me reunir ali para defender outra soberania a soberania do povo brasileiro em função das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos. Então, hoje para mim é o dia sagrado da soberania, de uma soberania de coisas que eu gosto, dos animais e dos seres humanos", disse Lula durante a sanção da lei que proíbe o uso de animais em testes com cosméticos.
O presidente convocou os ministros para uma reunião de emergência no Palácio do Planalto para discutir o tarifaço e as sanções contra Moraes. Devem participar do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que coordena a tentativa de negociação com os EUA, e os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).
Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro e assinou o decreto do tarifaço, com quase 700 exceções. Nos dois anúncios, o governo dos EUA citou a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
Há duas semanas, Lula criticou a “chantagem inaceitável com informações falsas sobre o comércio entre Brasil e Estados Unidos” durante um pronunciamento em rede nacional. Na ocasião, sem citar nomes, o presidente afirmou que o “ataque ao Brasil” tem apoio de “alguns políticos brasileiros que são verdadeiros traidores da pátria”.
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