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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira (24) o aumento dos investimentos nas Forças Armadas e na indústria de defesa nacional, afirmando que o Brasil precisa estar preparado para evitar ameaças externas e garantir sua soberania. Embora não tenha sido explícito, o discurso do petista repete falas anteriores em que citou as investidas verbais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em outros países.
A defesa por mais investimentos bélicos foi feita durante uma visita à fábrica da Avibras Aeroco, no interior de São Paulo, que desenvolve e fabrica sistemas militares e espaciais complexos, como mísseis, foguetes e veículos especiais. Embora seja uma companhia privada, a marca colabora diretamente com o governo e as Forças Armadas.
“Quero [as Forças Armadas] bem preparadas do ponto de vista do poderio, de armamento, de conhecimento científico e tecnológico, para que a gente possa andar de cabeça erguida. Sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter nariz nesse país”, afirmou durante o discurso.
Lula afirmou que o fortalecimento das capacidades militares não tem como objetivo incentivar conflitos, mas garantir condições para preservar a paz e estarem prontas caso seja necessário seu uso.
“A gente gosta de paz, mas não pode esquecer que há loucos no mundo querendo fazer guerra”", declarou ao defender o desenvolvimento científico, tecnológico e o fortalecimento do poderio militar do país.
Entre os principais argumentos apresentados por Lula para ampliar os investimentos estão:
- Fortalecimento da indústria nacional de defesa;
- Ampliação da capacidade do Exército, Marinha e Aeronáutica;
- Desenvolvimento científico e tecnológico;
- Proteção dos cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro;
- Defesa dos mais de 8 mil quilômetros de litoral do país.
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Ainda durante o discurso, Lula citou a Guerra da Tríplice Aliança para ilustrar os impactos financeiros provocados por conflitos armados. De acordo com ele, o conflito “parecia que não ia ser grande coisa”, mas que “durou cinco anos” consumido recursos equivalentes a cerca de cinco orçamentos nacionais da época.
“Tem gente que diz que gastar dinheiro com as Forças Armadas é desperdício. Eu sempre digo o seguinte: as Forças Armadas são como Deus. Pode ser que a pessoa não acredite nele, mas quando sente a primeira dor de barriga, diz: ‘ai, meu Deus’”, exclamou.
Além de Lula, o próprio ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, vem pedindo mais recursos para as Forças Armadas. Ele tem defendido a recomposição do orçamento destinado a programas estratégicos, alegando que restrições fiscais e bloqueios de verbas comprometem projetos de modernização, além de sustentar que o cenário internacional exige maior capacidade de investimento na área de defesa.







