O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) declarou, nesta terça-feira (2), que o Supremo Tribunal Federal (STF) não está julgando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e outros sete réus de maneira pessoal e fez referência à sua experiência anterior com processos judiciais. “Eu não fiquei chorando, eu fui à luta ", opinou.
As declarações foram feitas pelo presidente durante sua presença no velório do jornalista Mino Carta, em São Paulo. O julgamento de Bolsonaro e de outros sete envolvidos teve início na manhã desta terça-feira (2) pelo STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A análise está sendo conduzida pela Primeira Turma, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, e novas sessões estão previstas para os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro.
Lula afirmou considerar essencial a garantia do direito de defesa a todos os acusados, opinando que, em seu processo da operação Lava Jato, não teve as mesmas condições para se defender. “Ele pode se defender como eu não pude me defender e eu não reclamei, eu não fiquei chorando, eu fui à luta. Se é inocente, prove que é inocente, prove que não tem nada a ver com isso, está de bom tamanho”, resumiu.
Além do ex-presidente, compõem o núcleo 1 da suposta trama e que estão em julgamento no STF: Alexandre Ramagem: ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), atualmente deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro; Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha; Anderson Torres: ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno: ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Mauro Cid: foi ajudante de ordens do ex-presidente e assinou acordo de delação premiada; Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto: ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.
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