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Dia Internacional do Trabalhador

Lula não comparece aos atos de 1º de Maio após semana de derrotas históricas para a esquerda

Ato do Dia do Trabalhador em 2025, no Rio de Janeiro. Foi o primeiro ano em que Lula não participou.
Ato do Dia do Trabalhador em 2025, no Rio de Janeiro. Foi o primeiro ano em que Lula não participou. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

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Marcados pela ressaca petista após a dupla derrota no Congresso Nacional, os atos do Dia Internacional do Trabalhador, nesta sexta-feira (1.º), não contarão com a participação do presidente Lula (PT). O chefe do Executivo fez um pronunciamento em rede nacional nesta quinta-feira (30), mas optou por não participar dos eventos, assim como ocorreu em 2025.

Sem Lula, o foco dos aliados é a capital e a região metropolitana de São Paulo, em atos fragmentados. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), participa de um ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Foi na entidade que o então sindicalista Lula ganhou a projeção nacional.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), dividirá seu tempo entre São Bernardo do Campo e um ato da Força Sindical no bairro da Liberdade, na capital. Pré-candidatas ao Senado, as ex-ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB), também estarão no bairro paulistano.

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Feriado ocorre após semana de derrotas no Congresso

A semana começou a ruir para a esquerda quando a tradição de aprovação dos indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rompida. Pela primeira vez após 132 anos, os senadores decidiram votar contra o Planalto, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado. O protagonismo na articulação pela rejeição é atribuído ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

No dia seguinte, a oposição conseguiu restabelecer o projeto de lei da dosimetria, que tem o potencial de diminuir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e pelo suposto plano golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outra derrota decisiva para o Dia do Trabalho deste ano eleitoral: a Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) perdeu a oportunidade de realizar um protesto na Avenida Paulista, uma vez que o movimento Patriotas do QG já havia, desde 2024, comunicado à Polícia Militar de São Paulo que pretendia realizar um evento no mesmo dia e espaço.

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Janones critica ausência de Lula

Aliado, o deputado federal André Janones (Avante-MG) criticou publicamente o presidente. Para ele, o petista "perde uma oportunidade histórica de convocar manifestações em todo o país [...] em torno de uma pauta, de uma causa que transcende esquerda e direita", uma vez que, em sua visão, "hoje é o último Dia do Trabalhador sob a vigência da escala 6x1".

Para Janones, o presidente deveria investir no discurso de que um ex-metalúrgico foi eleito à chefia do Executivo nacional para, com isso, promover "a maior conquista dos trabalhadores desde a promulgação da CLT".

"Infelizmente, nada disso está acontecendo. O que temos hoje é um Primeiro de Maio apagado, sem força e muito aquém do que a data e o momento histórico mereciam. As chances estão passando uma por uma, a gente perdendo todas, e repetindo que as pesquisas são falsas e que a eleição está batida, igual estava batida a indicação do Messias", lamentou o parlamentar.

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Em última participação, presidente chamou evento de "mal convocado"

Em 2024, o presidente participou de um evento na Neo Química Arena, em Itaquera, zona leste de São Paulo. O ato juntou pouco mais de 1.660 pessoas, irritando Lula a ponto de o levar a uma cobrança pública ao então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo.

"Vocês sabem que ontem eu conversei com ele sobre esse ato e eu disse para ele: 'Márcio, o ato está mal convocado. O ato está mal convocado. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar'", criticou.

O 1.º de maio deste ano ocorre em meio à articulação do governo para aprovar, antes das eleições, o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta é vista como central para a campanha, mas enfrenta críticas do setor produtivo, que vem divulgando estudos que indicam os impactos no Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, a defesa de uma rejeição total divide espaço com a argumentação de que o debate precisa ocorrer apenas no próximo mandato

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