O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) revelou que o presidente Lula (PT) pediu ao seu homólogo Donald Trump que suspenda as tarifas de 40% aplicadas a produtos brasileiros durante a fase de negociação. Alckmin trouxe a informação em Aparecida (SP), onde acompanhou a missa solene em celebração ao dia de Nossa Senhora Aparecida.
O pedido teria ocorrido durante o telefonema entre Lula e Trump em 6 de outubro. No mesmo telefonema, Trump anunciou que designaria o secretário de estado Marco Rubio para a negociação. Analistas veem dificuldade maior na negociação com Rubio, tido como mais intransigente nas tratativas. Alckmin, no entanto, não acredita que a escolha dificultará as coisas: "a orientação do presidente Trump foi muito clara. Nós queremos fazer um diálogo e entendimento", afirmou.
Negociações devem começar na segunda-feira (17), ainda sem Lula
Está prevista para segunda-feira (17) uma reunião entre o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, e Rubio. A reunião deve tratar não apenas das tarifas, como também da aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades estrangeiras. O Brasil inclui a demanda por revogação das sanções no mesmo pacote de reivindicações direcionado aos Estados Unidos.
Trump assinou a imposição de tarifas ao Brasil em 30 de julho. A princípio, a medida entraria em vigor no dia 1º de agosto. O presidente americano, no entanto, concedeu mais prazo, e a sanção econômica passou a valer em 6 de agosto.
Enquanto discursava na Assembleia-Geral das Nações Unidas, Trump disse que falou com Lula por 30 segundos nos corredores da ONU, e que sentiu uma "química" entre os dois. Posteriormente, ocorreu o telefonema, que segundo ambos os lados, teve tom ameno. Durante uma entrevista, porém, Haddad revelou que a oportunidade para a conversa foi "casual, pero no mucho", sugerindo que houve negociações entre os países para que o encontro de 30 segundos ocorresse.
Lula, no entanto, abandonou este tom durante os discursos seguintes. Chegou a dizer que, por ser mais velho que Trump, poderia "falar grosso" com o presidente dos Estados Unidos. Em outra oportunidade, durante evento da Petrobras, disse que Trump resolveu "gritar com o Brasil", e que, por isso, "os vira-latas desse país queriam que eu rastejasse atrás do governo americano." Lula alegou, contudo, que aprendeu com a sua mãe a não "abaixar a cabeça."
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