O governo do presidente Lula (PT) realizou uma série de demissões após ver perder a validade da medida provisória que pretendia resgatar a arrecadação perdida com programas sociais, conhecida como MP da Taxação. A proposta recebeu pedidos de retirada de pauta, capitaneados por PL, PP e União Brasil. Dessa maneira, o governo viu frustrada a possibilidade de arrecadar R$ 17 bilhões.
No Diário Oficial da União, foram publicadas as exonerações de superintendentes do Ministério da Agricultura nos estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Maranhão, além da superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Roraima.
Já a Caixa Econômica Federal decidiu destituir dois assessores indicados por PP e PL. O banco anunciou a decisão em um comunicado em inglês aos investidores, na última sexta-feira (10). O comunicado é assinado por Luiz Felipe Figueiredo de Andrade, Diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores. Há previsão de que na segunda-feira (13) ocorram mais demissões, especialmente nos correios
Aumenta tensão entre centro e governo Lula
Além das demissões, outra das possibilidades de resposta consideradas atinge diretamente o centrão: o corte de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares. Em resposta, o presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que "quem é contra emendas parlamentares, é contra a população."
União Brasil e PP recentemente anunciaram desembarque do governo Lula, passando à oposição. Por isso, os nomes das siglas que ocupassem cargos no governo deveriam pedir demissão. Dois nomes, um de cada partido, resolveram desafiar a ordem e permanecer nos cargos: o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP) e o ministro dos Transportes, Celso Sabino (União). Os dois estão afastados de suas funções partidárias. Sabino, inclusive, já enfrenta procedimento que pode terminar em expulsão da legenda.
Caixa destitui homem forte de Ciro Nogueira
Paulo Rodrigo de Lemos Lopes deixa a vice-presidência de Sustentabilidade e Cidadania Digital. A indicação de Paulo ocorreu em 2024, após acordo entre o governo e nomes do PL ligados ao centrão, primeiramente como vice-presidente de Negócios e Varejo. Ele segue como funcionário da Caixa, onde atua desde 1999. Sua história na estatal passa pelos cargos de gerente geral, gerente regional e superintendente executivo de varejo.
Já José Trabulo Júnior foi indicado pelo presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Aliado político de longa data de Ciro, Trabulo Júnior trabalhou na coordenação de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2024. O piauiense já foi diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além disso, também integrou o Conselho Fiscal da Caixa Corretora.
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