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Segunda tentativa

Lula tentará nova indicação ao STF após rejeição de Messias, diz ministro

Rejeição de Jorge Messias ao STF foi a primeira em 132 anos e expôs desgaste do governo petista.
Rejeição de Jorge Messias ao STF foi a primeira em 132 anos e expôs desgaste do governo petista. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senad)

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O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse que o presidente Lula (PT) deve tentar uma nova indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias. A fala vai na contramão da avaliação inicial de que o petista não iria mais lidar com o tema, deixando para o próximo presidente a responsabilidade.

"Tem uma cadeira não ocupada na maior Corte do país, ele deve e fará isso. Ele escolheu o melhor, o Congresso rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão", disse Wellington, em entrevista ao SBT News concedida nesta segunda-feira (11).

Responsável por dar andamento à pauta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), é apontado como o principal articulador contra Messias. Logo após a rejeição, o indicado fez uma referência indireta ao parlamentar, dizendo que "sabemos quem fez isso".

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A costura de Alcolumbre é o principal argumento da Associação Civitas para Cidadania e Cultura em uma ação no Supremo que pede a anulação da votação. Pouco antes da proclamação do resultado, os microfones do Senado captaram o presidente acertando em cheio o placar segundos antes da exibição. "Vai perder por oito", disse Alcolumbre. Luiz Fux é o relator.

De acordo com Wellington, Lula já estaria conversando com Alcolumbre para tentar que o agendamento de uma nova sabatina ocorra ainda neste mandato. A avaliação predominante no Senado, no entanto, é de que o STF terminará 2026 ainda com uma cadeira vaga.

"Olha que maluquice dizer que só quem vai indicar é o próximo. Por que o país vai ter que esperar uma nova eleição, posse, para ter nova escolha? A construção do governo com outros Poderes parte da harmonia, não é da guerra", completou.

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