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No programa Última Análise desta quinta-feira (06), os convidados falaram a respeito do escândalo envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como "Marcola", ex-chefe de gabinete de Lula, que teria recebido R$ 249 mil em pagamentos de contas pessoais realizados pela lobista Roberta Luchsinger. Esta é amiga íntima de Fabio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", o que coloca, como elo de ligação do episódio, a antessala do Palácio do Planalto.
"É muito difícil acreditar que se tratou apenas de um empréstimo. É porque, quando falamos de autoridades do primeiro escalão da política, nos cargos estratégicos da República, sabemos que estas mesmas pessoas têm a compreensão da posição que ocupam", diz o professor da FGV, Daniel Vargas.
Amiga íntima de Lulinha e apontada por ela mesma como responsável por apresentá-lo a Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", Luchsinger prestava consultoria a empresas que buscavam contratos com o governo federal e mantinha trânsito frequente na Esplanada dos Ministérios.
"O problema aqui é a questão do tráfico de influência. Só faz tráfico de influência, naturalmente, quem tem influência. E o Marcola tinha influência na agenda de Lula. Os indícios são muito claros", afirma a advogada Fabiana Barroso.
Lulinha: a outra peça do escândalo
Marcola, ainda nesta semana, pediu para sair da coordenação da campanha à reeleição de Lula. Junto com Lulinha, ambos são alvos de um mesmo inquérito da Polícia Federal, recém-instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes ligadas às investigações.
"Lulinha conseguiu até viajar para Portugal custeado pelo 'Careca do INSS". Supostamente para tomar esclarecimentos de questões relacionadas a plantação de canabidiol. Quer dizer, o que Lulinha afinal faz da vida?", questiona o jurista Enio Viterbo.
Mendonça autorizou o inquérito e, no parecer favorável à abertura da investigação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mencionou que a PF pretendia apurar suspeitas envolvendo também um assessor do gabinete presidencial.
"A condução do ministro André Mendonça já está gerando problemas institucionais", diz Viterbo. Ele explica que, enquanto Alexandre de Moraes era exaltado em sua atuação, o indicado do ex-presidente Jair Bolsonaro é criticado por parte da imprensa.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



