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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deixou bastante claro que jornalistas "com ou sem diploma" não são objeto das apurações sobre vazamento de investigações da Polícia Federal (PF). De acordo com o magistrado, “em hipótese alguma” veículos ou autores das reportagens devem ser investigados.
Em sua determinação para que sejam apurados os vazamentos de mensagens entre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger, o ministro tratou de um assunto que dominou o debate público depois que seu colega, Alexandre de Moraes, violou o sigilo de uma fonte de reportagem no Maranhão. Mendonça procura resguardar a atividade jornalística de jornalistas “com ou sem diploma”, no que parece um recado aos colegas da corte.
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“Reitera-se, uma vez mais, que a investigação que já se encontra em curso não deve ter como foco, em hipótese alguma, os autores ou quaisquer responsáveis pela veiculação das notícias jornalísticas. (...) É com o objetivo de identificar esses eventuais sujeitos, que não são profissionais jornalistas (com ou sem diploma), e, bem por isso, tinham o dever funcional de preservar o sigilo das informações acessadas”, diz a decisão.
Em uma defesa corporativa das decisões que violaram o sigilo da fonte de um jornalista que publicou uma reportagem desfavorável a Flávio Dino, o próprio Dino e Moraes realizaram defesas públicas da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O casuísmo da tese fica evidente porque o dono do blog Luís Pablo, autor da reportagem sobre Dino, não concluiu o curso de jornalismo.






