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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim. Segundo a sucursal da TV Globo do Maranhão, Cutrim foi alvo da Polícia Federal por ter sido identificado como a fonte das informações do jornalista Luís Pablo, que também foi alvo da PF após fazer reportagens sobre o ministro Flávio Dino no início do ano.
Segundo a CNN Brasil, o vínculo da operação com a série de reportagens de Luís Pablo, que falavam sobre o uso de carros do Poder Judiciário do Maranhão pela família de Dino, foi confirmada pelo advogado de Cutrim. A PF pediu a operação, que teve o aval da Procuradoria-Geral da República, também de acordo com o advogado. Ele informou não ter tido acesso aos autos. A Gazeta do Povo tentou contato com o STF e aguarda retorno. A reportagem será atualizada assim que a assessoria responder.
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Repercussão no mundo político
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu de uma reunião no seu quartel-general, em um condomínio no Lago Sul, em Brasília, para servir churrasco a jornalistas e manifestar solidariedade.
"Venho me solidarizar com vocês. Minha solidariedade, porque o sigilo da fonte é sagrado. Que todos se conscientizem da gravidade do que está acontecendo no país, a liberdade está em jogo", afirmou.
Em vídeo publicado em suas redes redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira repercutiu a ação desta terça-feira e cobrou a classe dos jornalistas para que reajam à possível violação do sigilo constitucional ao sigilo de fonte.
"É um ataque frontal ao trabalho de vocês", definiu o parlamentar.
O caso
Luís Pablo publicou em novembro notícia que mostrava que Dino utilizaria um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), pago com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (FUNSEG-JE), supostamente para “fins pessoais e familiares”. Parentes do ministro usufruiriam do automóvel e até o combustível seria pago com recursos públicos.
O jornalista foi enquadrado no crime de stalking (perseguição) e incluído no inquérito das fake news. O caso repercutiu muito na época, com as entidades de jornalistas manifestando repúdio contra a operação. As entidades declararam ver risco de um “precedente preocupante” no exercício da profissão, com “intimidação” à prática profissional do jornalismo e ao princípio constitucional do sigilo de fonte.




