A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) oficializou a transferência de seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para o Distrito Federal na quarta-feira (30). A mudança foi comunicada por meio de suas redes sociais, onde publicou a imagem do novo título de eleitor com a frase: "A boa filha retorna à sua casa. Novamente eleitora em Brasília".
Com a alteração, Michelle Bolsonaro está apta a disputar cargos eletivos no Distrito Federal nas eleições de 2026, sendo cotada principalmente para concorrer ao Senado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), já havia dito que ela seria candidata a uma das duas cadeiras do Senado que estarão em disputa no DF no próximo ano. Segundo Jair Bolsonaro, a estratégia é ampliar a bancada do PL e "equilibrar os Poderes".
Michelle Bolsonaro nasceu no Distrito Federal e teve o primeiro domicílio eleitoral registrado em Ceilândia (DF). Posteriormente, seu título eleitoral foi transferido para o Rio de Janeiro. Atualmente, ela ocupa a presidência nacional do PL Mulher.
Além da possibilidade de concorrer ao Senado, o nome de Michelle Bolsonaro também é citado como opção para eventual candidatura à Presidência da República. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que pesquisas internas mostram que Michelle, ao lado de Jair Bolsonaro, é uma das poucas pessoas da direita capazes de enfrentar e vencer o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) em um eventual segundo turno.
Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre 4 e 8 de julho de 2025, revelou Michelle Bolsonaro tecnicamente empatada com Lula em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Em um dos cenários estimulados apresentados aos eleitores Michelle obteve 33,6%, Lula 29,8% - empate técnico dentro da margem de erro -, Ciro Gomes (PDT-CE) 10,5%, Ratinho Junior (PSD-PR) 8,5%, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) 2,4% e Renan Filho (MDB-AL) 0,5%.
O levantamento foi feito com 1.680 eleitores em 84 municípios paulistas. A seleção dos entrevistados foram proporcionais segundo gênero, faixa etária, escolaridade e nível econômico. As entrevistas foram presenciais e a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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