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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a tocar no tema que causou uma rusga pública entre ela e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): a aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.
"Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita no Ceará está vendida", escreveu em suas redes sociais, em comentário publicado neste domingo (19).
O apoio a Ciro fez com que Michelle gravasse um vídeo com críticas a Flávio, alegando ter sido maltratada pelo parlamentar em uma ligação. As duas partes do conteúdo ainda estão fixadas no topo do perfil da ex-primeira-dama no Instagram.
"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", diz Michelle no vídeo.
Em meio à repercussão das críticas, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. Sua equipe decidiu criar um movimento em paralelo, batizado de "imparáveis". Agora, fica em suspenso se será ou não oficializada a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Até então, não havia novas sinalizações de recrudescimento do racha.
No Ceará, a disputa pelo Senado também fez parte da controvérsia. Michelle queria que o PL desse espaço para a deputada federal Priscila Costa. O que houve, porém, foi a caminhada em direção ao deputado estadual Alcides Fernandes (PL), pai do presidente estadual da legenda, deputado federal André Fernandes (PL-CE). A outra cadeira está reservada para uma aliança com o deputado federal Capitão Wagner (União), presidente da federação União Progressista (União Brasil e PP) no estado.
Apesar de contar com o apoio do PL para vencer o atual governador, Elmano de Freitas (PT), Ciro segue tecendo críticas tanto ao presidente Lula (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).




