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Ministro admite que governo Lula errou ao superestimar cálculo político no Congresso

Wellington Dias acredita que movimentação eleitoral pode ampliar base aliada no final do mandato.
Wellington Dias acredita que movimentação eleitoral pode ampliar base aliada no final do mandato. (Foto: Roberta Aline/MDS)

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O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, avaliou que o governo Lula (PT) cometeu um erro político ao priorizar a ambição de ter maioria qualificada (dois terços) no Senado e na Câmara. Para ele, o Planalto deveria "cuidar bem" dos parlamentares que já integravam a base aliada, para que se mantivésse, ao menos, a maioria simples (metade mais um).

"Qual foi o erro político desse terceiro mandato do presidente Lula? A obsessão de ter dois terços na Câmara e no Senado, que era impossível. [...] A gente saiu do resultado da eleição de 2022 com 39 senadores. Bastava que a gente cuidasse bem deles, buscasse dialogar com mais parlamentares e teríamos uma maioria simples que é o que um governo precisa para 95% das matérias que chegam ao Parlamento. Na Câmara, saímos com 242 deputados eleitos que, de alguma forma, no primeiro ou segundo turno, participaram da eleição apoiando o presidente Lula. E a gente não cuidou de conseguir mais 30 parlamentares", disse Wellington.

Em setembro de 2025, União Brasil e PP anunciaram que desembarcariam da bancada governista, em meio à consolidação da federação União Progressista. Com isso, 12 senadores e 101 deputados passaram a ser, ao menos formalmente, oposição.

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A movimentação pré-eleitoral fez com que um nome conhecido do União Brasil passasse ao PSB: a senadora Soraya Thronicke (MS), que vem se posicionando favoravelmente ao governo.

Ainda no parlamento, mas com outro objetivo em mente, o senador Sergio Moro (PR) decidiu deixar o União Brasil e se filiar ao PL. Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), ele deixou o cargo acusando o ex-presidente de tentar interferir na Polícia Federal (PF) para blindar seus filhos contra investigações. Agora, ele usará a legenda para concorrer ao cargo de governador do Paraná.

Para Wellington, há a possibilidade de que a formação de palanques nas eleições auxilie no diálogo, ampliando as chances de conseguir mais apoio nas duas Casas. A moeda de troca para este aperto de mãos seria o protagonismo no anúncio de obras e medidas do governo federal em cada região.

"É no estado e em cada município que as coisas acontecem. Se a gente tem esse compromisso e valoriza esse parlamentar para ser a referência do que o governo faz ali, eles passam a ser protagonistas, representando e com apoio governamental para as políticas. A população valoriza e daí nasce a fidelidade", explicou.

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