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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), afirmou que ainda não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre sua permanência no governo a partir de 2027.
Segundo ele, apenas Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) têm presença garantida na próxima administração.
A declaração ocorre em meio às articulações para a formação do quarto mandato de Lula, depois da vitória do petista nas eleições presidenciais de 2026.
O presidente deve reorganizar a Esplanada dos Ministérios e decidir quais integrantes da atual equipe continuarão nos cargos.
Em conversa com jornalistas, Marinho afirmou que não tratou com Lula sobre sua permanência no Executivo.
“Não conversei com o presidente. Sou soldado do presidente. […] Tem duas pessoas garantidas no próximo governo: Lula e Alckmin”, declarou Marinho.
O ministro também comentou as especulações sobre seu futuro político e disse que está à disposição do presidente para cumprir a função que ele determinar.
Em entrevista anterior ao Metrópoles, publicada em 31 de outubro, Marinho já havia descartado assumir a chefia de gabinete de Lula.
“Estou tranquilo e sou soldado do presidente. Se ele disser que minha missão acabou, volto para casa tranquilamente, para cuidar dos meus netos. Se determinar que eu continue, ficarei muito satisfeito. E, se me der uma nova tarefa, também. Não pretendo ser chefe de gabinete do presidente. Estou à disposição para cumprir aquilo que Lula determinar", afirmou.
O ministro está no cargo desde 2023 e não disputou as eleições de 2026. Lula deve definir a composição do novo governo para o mandato que começa em janeiro de 2027.
Lula condiciona distribuição de ministérios a apoio do centrão
A formação do quarto governo de Lula também passa pelas negociações com partidos do centrão.
O presidente pretende exigir apoio efetivo das legendas no Congresso Nacional como condição para distribuir ministérios e cargos de primeiro escalão.
Interlocutores de Lula já procuraram dirigentes partidários para discutir a participação das siglas na próxima administração.
A articulação envolve os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que mantiveram apoio ao petista durante a campanha eleitoral.
Lula pretende acomodar aliados que perderam as eleições de 2026. Entre os nomes cotados estão o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).
A composição ministerial também terá de considerar a correlação de forças no Congresso, onde o PL terá as maiores bancadas da Câmara e do Senado a partir de 2027.
A necessidade de negociar com partidos de centro deve limitar a margem de escolha do presidente na distribuição dos cargos.







